Já é difícil um dia inteiro. Ai chega em casa e começa a ouvir impropérios ao seu respeito: - Como assim? O que foi que eu fiz mesmo? Só me lembra porque eu não faço nem idéia! Um dia inteiro fora de casa, só queria um pouco de silêncio. - Sem perguntas, por favor. Eu não sei... Não sei... Não sei de nada.
Queria saber qual a sensação de incomodar alguém. Sim. Porque alguma boa deve ter, já que fazia bem uma hora que tinha chegado e ela ainda não tinha parado de falar, falar não, reclamar. Simplesmente não tinha para onde ir. Não podia se calar diante de tanta infâmia, mas também não podia disparatar palavras soltas, mesmo que na tentativa de se defender, isso só iria piorar. Começou a andar pela casa, relativamente grande, mas muito ocupada, por coisas e pessoas. Coisas desnecessárias, e pessoas... igualmente. E sem muitos atrativos também.
Realmente, não tinha o que fazer.
Foi beber água... Gritou da dor que sentiu ao morder a parte inferior da boca. Uma senhora mordida, com direito a sangue, muito sangue e lágrimas. Aproveitou pra chorar a raiva que estava sentindo. Era só o que faltava para completar a situação caótica que se encontrava naquele momento. Porque mesmo? Não sabia ainda...
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Há necessidade das explicações, das teorias bem montadas, amarradas pra convencer algo, ou qualquer coisa. As dúvidas são o que sobra: Porque tudo é assim? Porque eu sou assim? Porque o amor machuca? Ou ele não machuca? A culpa é minha?
Nem tudo é de compreender. Podem haver explicações, podem sim, tantas sabe, que de repente é até melhor não saber; deixa assim como está.
Não entendem o amor? Claro, ele não foi feito pra isso. O amor é exato, prosaico, ordinário, ninguém consegue mais perceber sua complexidade... Só sei que é no amor o tudo que acredito.
Nem tudo é de compreender. Podem haver explicações, podem sim, tantas sabe, que de repente é até melhor não saber; deixa assim como está.
Não entendem o amor? Claro, ele não foi feito pra isso. O amor é exato, prosaico, ordinário, ninguém consegue mais perceber sua complexidade... Só sei que é no amor o tudo que acredito.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Sentindo...

...Na pele
Teu toque literal.
Medido, forçado,
Calmo e atrevido.
Baile dessa vontade súbita.
No meu corpo,
Angustia e espera,
Satisfação e expectativa,
Dor e entrega...
Ensaia nesse palco
Meu espetáculo sonhado,
Em pensamento acordado
Vivido intenso em alento,
Alimentado das respirações
E gemidos alienados.
Estrelado por você
Nesse tablado que sou eu.
Suspiro das aspirações,
Tu, nome que grito em lubricidade
Na lasciva necessidade do toque.
Mãos que na ilusão se faz corpo,
Fantasia teu desejo misturado
Em minha luxúria...
Essa pele é o arrepio do teu sopro,
Sombra do teu cuidado.
Esse corpo seu instrumento de encanto,
Busca e felicidade.
Arrancar meus delírios é sua missão,
Inspirar seus carinhos é a minha recompensa.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ando meio desligado....
Fim de período na faculdade, trabalhos a serem realizados, o tempo que não colabora muito, e uma verdadeira confusão que vem me impossibilitando atualizar esse espaço, bem como visitar todos os blogs amigos que tanto gosto. Vou deixar passar essa poeira e volto a me dedicar melhor. Por enquanto, venho gentilmente pedir que visitem um novo espaço criado em equipe, por mim Érica Colaço, Bruno Nogueira e Ariane Feitosa. Foi um dos trabalhos que eu precisei me dedicar e que tomou mais tempo que o esperado. É um blog informativo que aborda diversos assuntos, muita coisa da minha cidade (Recife/PE), mas também outros temas mais genéricos, o link é esse aqui embaixo:
http://girourbano.wordpress.com/
Aguardo todos por lá, beijos e até semana que vem finalmente livre.
http://girourbano.wordpress.com/
Aguardo todos por lá, beijos e até semana que vem finalmente livre.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Daqui...
Um pulo do alto mais alto...Ela saltou e foi sentindo a queda com certo prazer pernicioso, uma excitação congênita, incontrolável, dominando todos os seus espaços, deixando-a extasiada naquele abismo sem precedente que a atraía como imã a um mergulho de sensações.
O vento de uma altura daquelas é gelado, mas conforta o coração; dá medo, mas também vontade de continuar. Ela não se esqueceu da altura indeterminada e que poderia passar o resto da vida ali, mas já se jogou há um tempo considerável e é chegada a hora da colisão.
Pensou enquanto caía "Lá embaixo algo pode me amparar, suavemente"... Agora, mais perto, acha que não. Ainda não vê o final, mas sente que não há nada esperando por ela. E todo mundo sabe o que vai acontecer: quando um corpo se joga de certa altura, alcança determinada velocidade e o atrito é inevitável - cabeças vão rolar, corações hão de se expor e contornos deixarão de ser pernas para se tornarem quebra-cabeças.
Ela avisou "Não me solta"... Mas é complicado quando o corpo tende a cair por si só, e, do outro lado, há um abismo natural - os braços não aguentam...
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Pernas pra que te quero pernas porque te quero pernas...

Nossas pernas cansadas
entrecruzadas no ar
entregues ao nada
esperando janeiro chegar...
Desejo...
Esse meu desejo por tuas pernas, esse meu fetiche eterno, Érica
Fico a te poetizar em meu inferno particular,
Santa Érica
A me banalizar...
Essa é tua última chance
Chora
Tola Érica
A esperar...
(Eu, para Tu, com carinho)
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