quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Festival Varilux de Cinema Francês





A edição do Festival Varilux de Cinema Francês de 2012 ocorrerá de 17 a 23 de agosto. O evento já consta nos principais calendários culturais. Graças ao grande sucesso das edições passadas, a expansão do festival se dá de forma contínua, tanto com relação ao número de cidades participantes do circuito como ao número de filmes exibidos.  No Recife, como sempre, no CINEMA DA FUNDAÇÃO.  Para mais detalhes do festival, bem como outras capitais que sediarão a mostra, seque o link, para quem mora no Recife todos os detalhes no link Cinema da Fundação. Abaixo o Trailer de um dos sucessos deste circuito, OS INTOCÁVEIS:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Foto: Érica Colaço

Informações sobre o maior polo de artesanato do estado de Pernambuco, antiga penitenciária, conhecida hoje como Casa da Cultura. Agora,  na sessão fotografia.

Cinema

Programação de 27 de julho a 2 de agosto no cinema da Fundação Joaquim Nabuco.
Diagramação: Érica Colaço

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Hoje é dia de que? De Maria? Pode ser, se você tem um amigo chamado Maria, ou João, ou Érica.... Hoje é dia do amigo e eu vou falar a respeito só para celebrar essa instituição que deu certo: a amizade. Por favor, chore quem não tiver um amigo para chamar de seu, porque com certeza a solidão está para você como a fogueira para o São João, ou o frevo para as ladeiras de Olinda em época de carnaval. Ainda que eu custe a acreditar que isso seja possível, afinal somos seres sociáveis, certo? Feitos para sermos amados e queridos não só por nossa família consangüínea, contudo por nossa família da vida, da rua, das conexões extraordinárias que muitas vezes achamos ser de vidas passadas, ou algo assim. É clichê dizer que amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, irmãos escolhidos etc. Mas é bem por ai, né? Com a ressalva de que a gente guarda, mas é em qualquer lugar meu querido. Na boca, na mão, do lado direito do coração, não importa, ta guardado. A cunho de curiosidade, o dia do amigo instituído legalmente pelas Nações Unidas, e reconhecido internacionalmente, se comemora no dia 30 de julho. Foi quando a assembléia distinguiu o que diz: “a pertinência e a importância da amizade como sentimento nobre e valioso na vida dos seres humanos de todo o mundo”. Essa iniciativa se deu depois da Cruzada Mundial da Amizade idealizada pelo médico Ramón Artemio Bracho em Puerto Pinasco, Paraguai no ano de 1958, uma década depois outra data foi criada. Também por um médico, desta vez argentino, Enrique Ernesto Febbraro que quis fazer uma menção à chegada do homem à lua, pois considerava o feito como uma referência que demonstrava que se os homems se unissem aos seus, não existiriam barreiras intransponíveis. Isso tudo exatamente no dia 20 de julho, data que países como a Argentina, Uruguai e Brasil adotaram oficialmente. Bem, resumindo resumidamente não importa se dia 20, 30 ou 81, e sim todos os dias durante toda a vida da gente, e até depois. Amigo é massa demais, e tê-los é um verdadeiro presente diário!

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sempre me senti tocada e emocionada com as pessoas que dedicam boa parte do seu tempo cuidando e mimando miniaturas, filmes, revistas... Um verdadeiro tesourinho. Eu não sei o que pretendem os colecionadores, só sei que de tanto querer fazer parte deste mundo incompreendido, comecei minha coleção de carrinhos da década de 50. Nem sei explicar a emoção que tenho sentido a cada semana que um modelinho chega, meus olhos ardem, fico rindo, olhando cada detalhezinho da pecinha despretensiosa. O primeiro foi um Ford Thunderbird 55, preto; o segundo um Cadilac El Dourado 50, azul; o terceiro uma Mercedes 300s 55, bege; o quarto um Chevrolet Corvette 57 (da foto acima) e pra acabar de uma vez com meu coração, hoje chegou um Fusca 54, amarelo! Ainda não tirei fotos, mas pretendo o quanto antes. Esse processo dos carrinhos já havia se iniciado, de maneira tímida, quando ganhei um New Beetle, bem menor que esses que descrevi acima, mas meu xodó. É o começo de uma longa história de amor que no que depender de mim vai durar por um algum tempo, ou por todo tempo que existir.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Feliz Ano Velho


Sou música indo
e voltando
a alimentar-te os ouvidos
e a alma liberta
recém-salva pelo maior super-herói
que os Quadrinhos já viram...

Em resposta, eu te afirmo
que há muito já cansei
de ser o herói cantante
do final de qualquer filme...
E,
bem antes de qualquer 'fade out',
eu já havia percebido
que é impossível salvar qualquer um
sem que me jogue do precipício!

Acredite ou não,
eu não creio em milagres!
E a sobreposição de imagens
em vários quadros por segundo
é a única magia que ainda alimenta
a minha alma irritadiça
e irritante...

Nunca entendi
as tuas cartas de amor,
tampouco o alegado
extraordinário
atribuído sempre a mim:
não há nada de novo
num velho cansado
entra-ano, sai-ano
- a novidade sempre será
a magia renovada
em que acreditas
saída diretamente de ti!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Final de ano e...


Final de ano chegando e mais um ano se vai. Agora eu faço o balanço e vejo quantas coisas eu deixei passar, e quantas tantas eu agarrei com todas as forças que pude. Realmente, o que fica deve ser o resultado do que, exatamente, pertence à gente. O resto, se você não consegue segurar, não é mais seu, é resto... Sem árvores de natal há alguns anos, mas sempre com umas luzes brancas piscando na varanda, apesar de não gostar desta época, não pretendo contrariar as tradições ou bancar a rebelde enfrentando a sociedade com um sentimento anticristão, ainda porque apesar de achar uma grande fraude todo esse sentimentalismo criado para comover os bolsos do consumismo, eu acredito no grande homem que Cristo foi, nos grandes ensinamentos e na passagem, nada despretensiosa, dele pela terra. Afinal o cara mais conhecido do mundo, quiça do universo, não poderia ser folclore. Bem, o que eu contrario é o exagero, a contradição, a banalização, o desperdício e o fato de que, passado uma noite e um dia (véspera do natal e natal), parece que todo mundo se esquece do “grande espírito natalino”. Hipocrisia. Saem da sua casa falando mal da sua comida, da sua roupa, do jeito que você fala, se não bebe ou se bebe demais... Enfim. Eu compartilho o amor, o respeito, a amizade, a admiração, a consideração. Defendo a comunhão da paz, da boa vontade, da compreensão, em todos os momentos e em toda e qualquer época, pagã ou não. Faço apologia ao bem, a seguir um caminho de honestidade e humildade, compartilho sonhos e desejos, torcendo sempre que se realizem.Não. Não sou boazinha, nem quero ser. Tenho sentimentos aflorados em mim, me descobri assim, toda paixão, emoção, coração. Eu não amo, me descabelo, me declaro, me revelo, me entrego, suspiro, choro. Eu não tenho ciúmes, tenho horror, pavor, arrepio só de imaginar, raiva, vontade de gritar. Eu não peço desculpas, eu imploro, fico de joelhos, choro, escrevo cartas, mando presentes, choro novamente. Sou hiperbólica, exagerada em tudo, na dor e no amor, e juro como tento ponderar, respirar, flexibilizar.E, por incrível que pareça, funciona bem. Explodo 25% do que sinto vontade, morro de ciúmes 30% do que suporto... Mas tem horas que não dá, é demais, é abuso. Hoje eu estou me sentindo absolutamente perdida, como se o meu ídolo tivesse me decepcionado, como se ele não fosse tão generoso assim. Ele é ídolo e todo ídolo tem necessidade dos holofotes, das pessoas lambendo seu chão. Mas isso não me entra bem, o valor dado a tantos fez o meu se igualar demais, deixar de ser especial. Minha sorte está mudando, e eu não sei se gosto disso.

sábado, 17 de dezembro de 2011

No Natal

Ana continua burra, coitada. Achando que o céu é perto. Passa a maior parte do tempo sonhando com projeções: em aparecer na televisão, ganhar na mega-sena ou descobrir que é herdeira de uma pequena fortuna que possa pagar suas nobres pretensões. Faz a louca de vez em quando, a ciumenta descompensada, e quando menos se espera, sai correndo nua pela casa imaginando estar em outro lugar onde possa dançar e cantar, e ser aplaudida. Abre os olhos e... Prefere continuar enxergando através de suas alucinações – afinal, qual o problema em querer muito, mesmo que seja só “querência”... Carência. É. Ela tem isso também. Mulher, né? Acontece. Adora cheiros, atualmente o cheiro da boca do seu grande amor quando ele acorda, sem saber, se quer, que tipo ele faz e o que o corpo dele exala nessas horas: româ, lichia, anis, rúcula com tomate seco. Não importa. Ama tanto e de tanto amar, não sabe mais onde ele começa, onde ela termina. Não sabe mais se deseja tê-lo, ou se tê-lo é desejo. Não sabe mais se sonha com ele ou se ele é sonho. Menos ainda se ouve a voz dele ou se é dele a voz que Elvis, opa, que Chico... Não, não. Tom. É, isso. Bem, não sabe mais. Pode ser Nelson também... A voz que alguém canta. Enfim. Se ele existe mesmo, o resto tá tudo certo. Ui. Que medo dessa menina doida, que fala tudo que sente do único jeito que pode: sentindo. Que culpa tem esta pobre coitada de querer ele só para ela? Quer ama-lo até a exaustão, vê-lo rir até chorar, beijá-lo até sufocar, alimentá-lo e cobri-lo do frio do ar-condicionado com aquele edredom de bolinhas, ou aquela manta vermelha que ganhou no último natal. Linda aquela manta. Sofre pelos desafortunados, os cachorros abandonados, os desempregados, por seu pobre e miserável coração apaixonado e pelo amor, preferindo ainda imaginá-lo do tamanho dos sonhos, acredita em um amor melhor do que tentaram mostrá-la até hoje. Esse natal ela pretende tomar o vinho da sua uva favorita: carmenere, deitada nas almofadas que se amontoam no chão da sua varanda, ouvindo Noel Rosa, Cartola e os Beatles. Ana é louca, burra e prefere carnaval, ao Natal.