terça-feira, 29 de julho de 2008

Amor...


Viva dedicação, colorida expressão.

Inclinação da alma e do coração,

Objeto da nossa afeição.

Sentimento excessivo,


Paixão.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Perder



Se privar,
deixar de ter, de gozar.
Não aproveitar.
Deixar fugir,dissipar,
destruir.
Conduzir à perdição,
corromper,
desgraçar.
Desmerecer,
decair.
Sofrer.
Quebrar...
Esquecer-se,
deixar de observar, de seguir,
de prestar atenção.
O tempo, o esforço....

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Super legal...

Encontrei esse meme no blog da minha amiga Kari e achei super interessante. Resolvi responder também. As respostas tem que ser o título das músicas de um único artista. Bem, lá vai:

1 - Escolher banda/artista: Noel Rosa
2 - Responder somente com os títulos das canções:

1) Descreva-se... A melhor do planeta
2 ) O que as pessoas acham de você... Dama do cabaré
3 ) Descreva seu último relacionamento... Que se dane
4 ) Descreva a atual relação... Chuva de vento
5 ) Onde queria estar agora... No baile da flor-de-lis
6 ) O que você pensa sobre o amor... Conversa de botequim
7 ) Como é sua vida... Não tem tradução
8 ) Se tivesse direito a apenas um desejo... Mais um samba popular
9 ) Uma frase sábia... A Genoveva não sabe o que diz
10) Uma frase para os próximos... Até amanhã

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Após um dia...

Já é difícil um dia inteiro. Ai chega em casa e começa a ouvir impropérios ao seu respeito: - Como assim? O que foi que eu fiz mesmo? Só me lembra porque eu não faço nem idéia! Um dia inteiro fora de casa, só queria um pouco de silêncio. - Sem perguntas, por favor. Eu não sei... Não sei... Não sei de nada.
Queria saber qual a sensação de incomodar alguém. Sim. Porque alguma boa deve ter, já que fazia bem uma hora que tinha chegado e ela ainda não tinha parado de falar, falar não, reclamar. Simplesmente não tinha para onde ir. Não podia se calar diante de tanta infâmia, mas também não podia disparatar palavras soltas, mesmo que na tentativa de se defender, isso só iria piorar. Começou a andar pela casa, relativamente grande, mas muito ocupada, por coisas e pessoas. Coisas desnecessárias, e pessoas... igualmente. E sem muitos atrativos também.
Realmente, não tinha o que fazer.
Foi beber água... Gritou da dor que sentiu ao morder a parte inferior da boca. Uma senhora mordida, com direito a sangue, muito sangue e lágrimas. Aproveitou pra chorar a raiva que estava sentindo. Era só o que faltava para completar a situação caótica que se encontrava naquele momento. Porque mesmo? Não sabia ainda...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A primeira vista...


Tava feliz. Era visível demais. Todos os sintomas: rubor do rosto, sorriso nos lábios, brilho nos olhos, coração acelerado... Se não era a tal da felicidade que a tomava por inteiro, então sofrera de alguma moléstia qual não sabia ainda identificar.
Quando atendeu aquela porta, nunca imaginou que sua vida ia mudar do jeito que mudou. Não era possível que existisse tal beleza no mundo! Arrebatadora! Como pode? Foi só olha-lo uma única vez, em instantes, parecia até que o mundo tinha outra cor, e que todos tinham sumido de sua superfície. Surgiu uma neblina que saiu cobrindo tudo que não era ele. E o silêncio... Seus pensamentos se calaram. Cadê o som do mundo? Mas pra que som num momento desses? Queria apenas contemplá-lo. Estava diante do mais alto grau de perfeição. Prestes a sentir
o que há de mais elevado nos sentimentos.
Ele entrou e a olhou também, não acreditava que aquilo estava acontecendo, ele a olhava com interesse! Será que ele sentiu o mesmo? Como se estivesse sido levado para uma outra dimensão? Adiantou-se para falar com ele, precisava fazer alguma coisa. Mas o que? Tinha que ser algo imediato, que acompanhasse o tempo, que obstinado passava sem nem observar os dois ali, parados. Que agonia... Começou a apressar os acontecimentos. Ainda nem sabia do tempo guardado pra eles, iria ser um tempo só deles. Tempo esse que estava pra chegar. No momento em que foram apresentados, que tocaram as mãos, eles não estavam apenas se cumprimentando, estavam selando uma história. Inaugurando um sentimento, o maior que ela jamais sentiria. Foram os “dois beijinhos” mais doces que ela sentiu na vida. Dois beijinhos com sensações de primeiro beijo: moleza nas pernas, peso nas pálpebras, frios na barriga, arrepios na nuca, sentidos aguçados... Enfim. Ninguém tinha sido agraciado com aqueles beijos, somente ela, e ainda no cantinho da boca, do tipo daqueles que quer mais que a pele. Querem a língua, a saliva e o calor. Como era previsto ele foi rápido, disse o que tinha a dizer e logo partiu.
Claro que não iria acabar por ai.
Falaram-se por dias, meses ao telefone Eram conversas intermináveis, engraçadas, sérias, românticas, de saudade, de amor, de futuro. Tinham sintonia, nunca se calaram por falta de assunto. Eles poderiam falar do mundo inteiro e ainda assim teriam mais alguma coisa a se dizer. Ligavam-se todo o momento até que um dia resolveram se reencontrar. Ele foi a sua casa na hora exata prevista. O coração dela parecia que iria parar de tão descompassado. Tinha fotografado aquele rosto na memória, era como se nunca tivesse passado um único dia sem vê-lo. Não era uma lembrança de meses, mas uma lembrança de minutos atrás. Como poderia sentir algo assim? Era tão maior que nem nome existia pra dar. Beijaram-se... Perfeito. O encaixe, o movimento. Tudo tão sincronizado, merecia aplausos. Permaneceram juntos por algum tempo. Entre beijos, carinhos, beijos, conversas, beijos, olhares apaixonados, beijos, beijos, beijos...
Aqui começa seu declínio. Do cume, ao total absoluto abismo. E ela se jogou, porque não tinha outra escolha. O que iria fazer com tudo aquilo? Era um sentimento estranho. Não sabia como controlá-lo. E o danado parecia ter vida própria.
No dia seguinte ele a ligou. Normal. Todos os dias, até então. O que havia de diferente era sua voz, o seu jeito de falar, não havia mais encanto, nem saudade, nem amor. Não era ele... Impossível. Custou a acreditar naquilo. Ele dizia que era o fim. O fim? Mas nem havia ainda começo. Era uma brincadeira, só podia ser. Tentou torna-lo a realidade, pediu, por favor, que parasse com aquilo. Não era engraçado, era devastador e doloroso demais. Não iria agüentar. Tudo em vão, estava irredutível, não a queria mais. Ela não acreditava, mesmo com todas as evidências. Precisava saber o que tinha feito de errado, ainda que não tivesse feito nada. Apenas se enganado, errou de príncipe encantado. Sofreu muito, dias de lágrimas perdidas, de angustias. Continuou a procurá-lo, e acabou entrando demais naquele mundo nefasto de dor e desespero. Nem sentiu, mas já estava beirando a loucura. Passou a segui-lo aonde fosse. Queria estar onde ele estivesse. O cercou por todos os lados. Continuo a telefoná-lo. Muitas vezes nem falava nada, só queria ouvir um pouco a sua voz. Isso a confortava de alguma maneira. Ele nunca parou pra explicar-lhe nada e passou a se irritar com aquela situação, mas seu comportamento foi lamentável. Além de ajudá-la, passou a humilhá-la. Podia ser onde fosse à frente de quem fosse, para ele, ela era apenas uma coitada, psicopata. Não achava que tivesse culpa alguma. Afinal, ele apenas não a queria mais. E isso era o bastante.

Foi longo esse período, praticamente interminável. Os dias nunca demoraram tanto pra passar, nada, nunca tinha permanecido por tanto tempo assim. Não conseguia se controlar, apesar de todo vexame que passará, ainda o procurava. A boca que tanto desejou, da pessoa que tanto amou, agora não tinha mais palavras doces para dizer, nem beijos infindos pra dar. Agora dessa boca só saiam impropérios ao seu respeito, frases secas, palavras pungentes...
Acho que ela nunca superou de verdade toda a desventura que passou. Só que a vida segue seu ciclo, e a dela não foi diferente. Os anos que demoraram tanto a passar, finalmente passaram. E dizem por ai que depois da tempestade vem a bonança... É talvez tenha vindo mesmo. Dez anos se passaram e eles tiveram a oportunidade de se encontrar. Muita coisa mudou nesses anos. Não estavam mais diante dos jovens sonhadores que haviam conhecido no passado e ele não conseguia mais ver dentro do olhar dela, não era mais tão nítido como foi um dia. Chegaram a conversar, depois de todo esse tempo, e numa concordância natural, preferiram esquecer o passado. E parece que esqueceram mesmo, pelo menos ela ainda sentiu, lá no fundo do peito, uma força se movendo, algo querendo ressurgir, e por incrível que pareça, não era odio, nem desprezo, ao contrário, todos esses anos que passou processando o ocorrido, não deixou que a magoa e o rancor invadissem seu coração, fez uma força que não era desse mundo para entender as razões dele. E entendeu, do jeito dela, ainda que fosse qualquer razão. Não falaram muita coisa. Ela viu no beijo que ele lhe deu na testa, um pedido de desculpas, e ele ouviu o sorriso dela concordar com os olhos dele, e esse diálogo permaneceu ali por alguns instantes... Sentia que o tempo, que o tempo tinha reservado para eles (para ser um tempo deles) não tinha acabado ainda. Na verdade, nem tinha começado.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sal de Frutas

É só acordar.
Abra os olhos. É outro dia. E é assim que tem que ser. Sempre. O que aconteceu ontem aconteceu ontem. Isso não pode transpassar o tempo. A vida é muito curta pra ser perdida com certas “miudezas”. Não é fácil. Eu sei bem. Mas é necessário tentar. Não digo esquecer, (porque nesse departamento das memórias eu não faço idéia como isso é possível), mas abstrair. Não somos sempre vítimas. Não. Às vezes vitimamos alguém também. Ninguém é tão ruim assim, nem tão bom. Claro. Simplesmente são egoístas, todos somos. Por mais solidários, atuantes, compreensivos e presentes na vida das pessoas. Ainda assim egoístas. Sempre se espera um “mínimo” de algo. E se nunca houver retorno? Nem agradecimentos? Sem dúvida sente-se muito por isso. Ainda que isso não queira dizer nada. Cada um faz o que quer, de acordo com sua consciência. O que achar certo. Mas sim, certo pra quem? É isso. Talvez só pra mim e não para o outro. Meu certo é o seu errado, meu bom o seu ruim. E vice – versa. Tudo depende do ponto de vista. Talvez aquela briga definitiva que tivemos com aquele (a) que foi tão querido (a) e necessário (a) um dia, não foi tão culpa dele (a) assim. E o motivo? Poderia ter sido melhor. Mas a cabeça quente, a raiva, a decepção, o sentimento de traição que costuma aparecer nesses momentos, tudo isso não nos faz pensar. É difícil tolerar os erros alheios, principalmente se de algum modo nos atinge, porém não menos difícil é reconhecer os nossos próprios erros. Nunca queremos saber das razões, não vemos motivos para tal, só que nem sempre necessita de razão e motivo para algo acontecer. É a vida. Tudo é muito rápido, muito imediato, quando viu... pufff...aconteceu. Mas, afinal de contas foi um absurdo, a maior falta de tudo. Imperdoável. (?)
Então, se inicia a segunda etapa, a das ofensas. Palavras duras que lançamos contra alguém. Pessoa também, não menos ferida, já que não existe em situações de conflito quem saia sem algumas dúzias de arranhões. Sempre as duas partes perdem. Não há vitorioso, independente de quem é ou não responsável. Na hora é lógico que ninguém vai pensar nisso. Nem eu pensaria. Nem pensei um dia. A vontade é de xingar mesmo, e a obstinação só acaba quando se consegue, finalmente, chegar no ponto fraco, onde doi mais. Porque é pra doer mesmo. Quem mandou se meter comigo?
Antes de tudo, até antes mesmo de acontecer tal situação (que deus nos livre porque é muito ruim) cuidado para não esquecerem os melhores momentos. Aqueles que até então tinham ocupado o espaço das coisas inesquecíveis. Eles foram verdadeiros sim. E não menos intensos. Não podem ser simplesmente excluídos, como se não houvessem existido. É bom tê-los sempre na memória, afinal houve amor. Mas até o amor tem dessas coisas. Por isso... Não perca a oportunidade de crescer a cada experiência, principalmente nas não tão boas. Elas chegam carregadas de ensinamentos. Não fulja das responsabilidades, elas são chatas, mas necessárias. Tente esquecer as angústias, e tudo que te fizeram que te deixou pra baixo. Nesse momento talvez alguém esteja sentido o mesmo... Por sua causa.
Abra a janela e veja que nada esta do mesmo jeito, ainda que tudo esteja no mesmo lugar. Deixe o mofo sair. Acompanhe o tempo, ele não ta nem ai se você parar. E se não dá mais tempo de rever certas coisas do passado, se concentre nas coisas do presente. O presente será seu passado amanhã e já que não tem jeito, ajude para que ele se torne uma lembrança agradável, que te faça feliz ao recordar. E duvidem daqueles que disserem que nunca se arrependeram na vida. Se for verdade (o que eu duvido muito) saia correndo. Essa pessoa não é normal.
Para todas as outras coisas, sal de frutas é a melhor solução.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A porta.

Era confusa. E confundia todos que se aproximavam. Não sabia como ser legal o bastante, ou amiga suficiente. Não sabia o que esperavam dela. Pobres verdades ou suntuosas mentiras? Na dúvida...
Era assim, mas não porque quisesse. Mas por se achar pouco interessante. Gostava das pessoas, queria todas por perto. Talvez ai estivesse seu maior erro, não adianta querer todos. Todos nunca são de ninguém. Despertava em pouco tempo sentimentos nobres. Com igual velocidade, os destruía (ainda que não soubesse como ocorria tal fenômeno). Tinha pensamentos perturbadores, e atitudes que não condiziam com o que achava certo, mas de repente estava lá, cometendo seu crime “hediondo”. Entregava-se a paixões e por isso vivia ao julgamento dos becos. Uma inexplicável superficialidade que encontravam em sua conduta. Como se de algum modo ela precisasse justificar ao mundo seus procedimentos. Não, não precisava. Só que começou a parecer que qualquer passo que desse teria que calcular, numa medida fabulosa, todas as conseqüências. Então, num súbito, passou a sentir “culpas”.

Faltava-lhe amor próprio, não gostava do que via no espelho. A falta de alto estima a fez se perder, se tornou uma preza fácil e então, passaram a arrancar-lhe pedacinho por pedacinho. Tiraram-lhe a roupa. E quando já não havia mais roupas para tirar? Tiraram-lhe a pele. E quando já não havia nem mais unhas para tirar? A dilaceraram. Deixaram todos seus sentimentos expostos, largados no chão. Queriam então condenar a sua alma. Porém, nunca tentaram decifrar suas angústias, questionar os seus defeitos, resgatar suas virtudes e devolver-lhe o respeito. A condenaram. Pronto. Era seu fim. Conheceu então, o que lhe faria companhia por algum tempo. Tempo esse que nem ela mesma saberia. Um dia desses qualquer, entrou, invadiu a vida dela de silêncio, de lágrimas, de esperas incansáveis e desesperanças. A solidão permaneceu por muito mais tempo que qualquer pessoa normal suportaria. Ninguém soube o quanto doeu, o quanto demorou para formar as cicatrizes, e ainda nem imaginam que muitas continuam feridas abertas. Longe de cicatrizar. Ela seguiu. Sozinha saiu juntando os estilhaços e reconstituindo seus pedaços. Reformou-se. O que a salvou? Seus pensamentos perturbadores. Eles nunca a abandonaram. Permaneceram lá. Firmes. A diferença é que o tempo lhes deu uma nova roupagem, mostrou novas perspectivas, novas cores e o principal, a porta. E ela viu o tamanho do mundo e aprendeu a lidar com “valores” e “medidas”. A solidão de vez em quando volta (do seu modo único e triunfante de surgir do nada) só que agora para uma breve visitinha. Elas enchem a cara com algum etílico, e pronto. Logo após vai embora à peregrina. Se alojar em algum coração desavisado.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ontem




Eu tinha 11 anos.
Nunca quis bonecas.
E se as mesmas já eram abandonadas por mim aos dois anos, aos onze passei a fazer pequenas cirurgias em suas cabeças, arrancava-as dos pescoços e lhes enchia de qualquer coisa, qualquer coisa colorida que fizesse aquelas bonecas (burras) terem algo pra pensar. Me incomodava o fato de não ter nada por dentro a não ser um punhado de cabelo amarelo.


Queria jogar vôlei.
O auge da minha paixão fulminante por Giovane Farinazzo Gavio. Passava as madrugadas de jogo acordada só pra vê-lo em quadra, era uma paixão torrencial. Não era possível que ele não fosse se apaixonar por mim, aliás, ele já era apaixonado, eu tinha certeza que era só nos encontrarmos e assim que nos olhássemos, tchuaaaaa... Tudo mais ia ficar em câmera lenta. Andaríamos a o encontro um do outro e....tchuaaaaa. Tudo isso embalado ao som de Gary Barlow (so help me girl).
Será que alguém lembra dessa música?
“So help me girl, you've gone too farI

it's way too late, to save my heart
The way it feels, each time we touch
I know I've never been so loved…”
(ainda bem que o tempo muda a gente)


Queria fazer logo 14 anos.
Exatamente, não queria 15, ou 18. Queria 14. As garotas mais legais, que eram da 8ª série, com todos os amigos mais bonitos e divertidos tinham 14 anos. (achava oitava série o máximo. Porque? Não sei.) Era impressionante. E eu precisava chegar aos 14. Tudo ia ser perfeito, idade perfeita, amigos perfeitos (?) e daqui pra lá sem dúvida, eu estaria pelo menos noiva de Giovane. Quando chegou finalmente o tão esperado aniversário, percebi que tudo era só um ponto de vista, que tudo é, realmente, um ponto de vista. Cheguei a poder estar em contato com aquelas que tanto admirei um dia, garotas tão lindas coloridas, colossais. Mas o tempo não tinha passado para elas, elas continuavam iguais, e eu senti uma certa decepção com isso. Será que eu tinha me confundido? Elas não eram tão "assim"? Comecei a vê-las como as bonecas que tanto repudiei aos onze anos, sem dúvida eu já tinha abandonado o ramo das cirurgias neurológicas, mas até que deu vontade de abrir umas exceções. Eu não queria mais ter 14 anos, era uma idade que demorava muito a passar.
E ah... o Giovane? Não. Nem ligava mais pra ele. Ele tinha casado até, e eu? Paquerava o professor de Ed. Física. O que não tornou em nada a minha vida mais fácil. Hoje eu morro de saudade das minhas antigas vontades, dos meus desejos de poucas pretensões. Eram desejos que só cabinham a mim, eu não tinha que esperar dos outros pra que se realizassem, inclusive porque eles já eram reais. Fantasias reais. É muito bom recordar esses momentos.

Se for capaz.


Sente-se ao meu lado.
Não pense tanto, não há nada demais.
Não ligue pra quem estiver olhando.
Estaremos conversando,
Conhecendo-nos um pouco mais.
Deixa-me ver se temos algo em comum.
Tente encontrar algo de mim em você, tente.
Se for capaz.
Não precisa se preocupar.
Os sentimentos são naturais.
Teu olhar... Teu olhar me diz algo.
Várias vozes falam aqui dentro.
Elas são confusas, estão perdidas.
Causam-me sensações.
Decifre-as para mim.
São palavras que vem de você,
Que só você pode entender.
CANTE-AS para mim.
Não olhe tanto para o tempo.
Ele passará por nós, mas não levará este momento.
Conte-me um sonho, eu te conto um segredo.
Vamos lá...não tenha medo.