quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O que é bonito?


O que é bonito?

É o que persegue o infinito.

Mas eu não sou,

Eu não sou, não... Eu gosto é do inacabado.

O imperfeito, o estragado que dançou... O que dançou.
Eu quero mais erosão. Menos granito.

Namorar o zero e o não.

Escrever tudo o que desprezo... E desprezar tudo o que acredito.

Eu não quero a gravação, não.

Eu quero o grito.

Que a gente vai, a gente vai... E fica a obra.

Mas eu persigo o que falta, não o que sobra.

Eu quero tudo que dá e passa.

Quero tudo que se despe, se despede e despedaça.
ps. na minha falta de inspiração, Lenine. Ele sempre tem algo a dizer.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Porque meu bem, ninguém é perfeito e a vida é assim...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Pra mim... Só isso!

Queria um abraço longo e apertado, com cheiro de afeto.
Queria um beijo de amor, ainda que não fosse na boca. Um beijo na testa ou no canto do nariz. Mas de amor.
Queria uma saudade menos doida, menos abstrata. De algo mais real que sonhos vencidos.
Queria uma mão pra não soltar da minha até criar grude de suor.
Queria um amigo que depois da minha pior falha, dissesse:“ta tudo bem”.
Queria uma tarde cinza, mas cheia de sorrisos sinceros ao meu redor.
Queria ser menos cruel comigo.
Queria poder dizer a alguém os meus medos e as minhas derrotas... E tudo mais.
Queria que esse alguém me amasse mesmo depois de ouvir o meu pior.
Queria uma ligação todo dia. Da mesma pessoa.
Queria não me sentir só.
Queria poder falar coisas sem pensar.
Queria poder confiar, sem pensar.
Queria um simples dia perfeito.
Queria o bom de estar junto.
Queria não me sentir intrusa, quando eu acho que estou com amigos.
Queria um sofá de veludo. Azul. E uma taça com morangos, creme de leite e açúcar.
Queria assistir o por do sol do alto do cruzeiro.
Queria sentir os olhos pesados depois de um beijo apaixonado. Sem vontade de parar.
Queria fotos de momentos inesquecíveis.
Queria acordar tarde numa segunda.
Queria não sentir tanta vontade de chorar.
Queria um milagre.
E borracha pra apagar dores sem nome.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Enredo do meu Samba...


Não entendi o enredo desse samba, amor.

Já desfilei na passarela do teu coração.

Gastei a subvenção, do amor que você me entregou.

Passei pro segundo grupo, e com razão.

Passei pro segundo grupo, e com razão.

Meu coração carnavalesco não foi mais,

E o adereço teve um dez na fantasia, mas perdeu em harmonia.

Sei que atravessei um mar de alegorias,
Desclassifiquei o amor de tantas alegrias.

Agora eu sei, desfilei sob aplausos da ilusão.

E hoje tenho esse samba de amor por comissão.

Findo o carnaval, das cinzas pude perceber.

Na apuração perdi você... Na apuração perdi você.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Perdida.


Uma vez eu cantei flores.
Cantei versos em poesia, falei do azul do mundo, contei histórias de alquimia.
Eu quis que fosse eterno, quis ver a eternidade.
Quis tocar no seu vestido Lilás, coberto de miçangas coloridas.
Quis abraçar o vento, sentir seu corpo, ouvindo palavras sussurradas ao ouvido.
Sonhei com o infinito vestindo a alma do universo.
Eu era outra. Outra em mim.
De um jeito que só eu me conhecia, ninguém mais.
Eu me via, e pra fora eu não existia.
Vivi de fragmentos.
Mas eles sempre passavam e levavam o meu melhor.
Hoje eu estou onde não queria.
Acompanhando a inércia.
Com medo da multidão.