quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Perdida.


Uma vez eu cantei flores.
Cantei versos em poesia, falei do azul do mundo, contei histórias de alquimia.
Eu quis que fosse eterno, quis ver a eternidade.
Quis tocar no seu vestido Lilás, coberto de miçangas coloridas.
Quis abraçar o vento, sentir seu corpo, ouvindo palavras sussurradas ao ouvido.
Sonhei com o infinito vestindo a alma do universo.
Eu era outra. Outra em mim.
De um jeito que só eu me conhecia, ninguém mais.
Eu me via, e pra fora eu não existia.
Vivi de fragmentos.
Mas eles sempre passavam e levavam o meu melhor.
Hoje eu estou onde não queria.
Acompanhando a inércia.
Com medo da multidão.

8 comentários:

Quase Trinta disse...

Estou exatamente como descreve o final do poema: Hoje eu estou onde não queria.
Acompanhando a inércia.
Com medo da multidão.

Kari disse...

Sabe que estou na fase do "medo da multidão"?? É, estou sim!
Mas acho que estou caminhando para onde quero. Espero que dê tudo certo pelo caminho...

Um beijão pra tu

Liquificadorizando disse...

Inércia ou ócio?
Prefiro o segundo, por ser (por vezes) mais produtivo.

Bacana teu blog!

Abraço Liquidificadorizante

Alexandra Periard

Leh disse...

Teu blog tá em um momento tão poético!

Camila :) disse...

*-* nossa, muitoo boom mesmoo
parabens xd

bejoo

No meu mundo. disse...

Acompanhando a inércia.

Eh a mais pura verdade sobre mim.

Tiago Rangel disse...

Isso pode acontece às vezes!
Bjs
http://kathasaritsagara.blogspot.com

amália :) disse...

medo da multidão... medo, muito medo! :S