quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Recordando 2008 (2º semestre)

Julho – Férias. Da faculdade, apenas. Sai tanto, aff... Dancei tanto. Bebi tanto. Produzi quase nada, foi crítico. Pensei que ia ser demitida. Se eu fosse eu ia até rir sabe. Num momento de sucessões de quedas, só faltava eu mesmo cai de cara no chão por ser irresponsável e ir trabalhar de ressaca. Enfim. Se a vida fosse fácil era bom, mas como não é.
Férias estranhas. Não ir pra aula, mas precisar acordar cedo e ir trabalhar. Ainda assim deu pra aproveitar, mas eu estava doida que voltassem as aulas. A saudade bateu mesmo, forte.

Agosto – Foi tão feliz o retorno, todas as carinhas. Eu já os amava, e uns ainda estavam se adaptando. A gente iria se unir bem mais. Era só o começo. Não posso negar, me senti bem melhor de volta.

Setembro – Eu percebi que nem mencionei minha casa nessa retrospectiva. Sabe o que é? Nada muda por lá. Adaptação à rotina, mesmo quando ela é absurda. Eu digo sempre uma coisa, que algum dia eu ouvi e concordei prontamente, “As pessoas também se acostumam com o que é ruim”. Enfim. Muito complexo essa questão familiar. Prefiro falar de quando achei uma nova família “A Grande Família” que de tão grande não consegue passar despercebida, ou é muito barulho, ou é pouco, mas nunca o silêncio total. Impossível. Só sei que o ponto alto do mês foi à amizade. Linda e verdadeira. Ao menos para mim.

Outubro – Meu cansaço do trabalho, a falta de dinheiro, os conflitos domésticos, a falta de novidade, meu descaso com a faculdade, o abandono dos trabalhos... A perpetuação do amor entre irmãos, a saudade dos antigos amigos, reflexões dos planos interrompidos e não realizados.

Novembro – Minha terceira paixão. Nunca fui tão volúvel assim, na verdade eu era bem diferente. As paixões demoravam muito a passar, a maioria platônica, e eu não faço idéia por que. Sinceramente, ta melhor assim sabe? Prefiro. Dói menos que ficar alimentando uma mesma ilusão, e mais fácil de interromper. Enfim.
O ruim dessa última é porque não tem muito fundamento, enquanto o primeiro era uma releitura, e a segunda um encantamento por qualidades mal exploradas, esse foi um surto. Não combina comigo, não tem nada a ver. E quando eu me pergunto o porquê, nenhuma resposta surge, nem a mais vaga e estúpida, nem a mais convencional e clichê. Nada. Enfim... Novembro foi um mês agitado. Tentei até dar uma de cúpido num golpe de vista, quase deu certo. Quase. Mas não deu. E eu achei uma pena. Todavia ganhei um presente, um amigo especial. Ele voltou de um passado não tão distante e todo dia é dia pra gente trabalhar nossa amizade, exercício diário, ele fica ao meu lado mesmo quando não está. Sempre por perto, uma alegria. Coisa que a gente sente que é pra sempre.

Dezembro – Nosso churrasco saiu. Foi muito bom. Foi todo mundo esperado, até quem ninguém imaginava.
Foi, da melhor maneira, inesquecível, por ter dado tudo certo e também por ser o primeiro. E o primeiro né... Quem esquece? Ainda não terminou o ano e eu nunca quis tanto que terminasse. Contando cada dia que passa. Eu gosto da sensação de passagem, parece que é um novo estágio, um novo portal que se abre, sei lá? Aparecem novas motivações e planos. É interessante.
Eu acho que já da pra fazer a contabilidade do ano. Um ano turbulento, com variações de tempo, mas no final o saldo é positivo. Um trabalho ate razoável, um curso 50% terminado, uma nova família, um amigo que já é irmão, laços mais fortes e eu transformando os erros em aceitação e aprendizado. Sete quilos mais gorda, e duzentos e setenta e seis mais amadurecida.



Até 2009....

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Recordando 2008 (1º semestre)

Janeiro - Eu ainda nem sabia se voltaria ou não pra faculdade. Essa era a principal dúvida. As aulas iriam começar dia 14 de fevereiro, mas eu tinha que me matricular ainda. Nunca fui tanto a um setor financeiro, queria negociar uma dívida com a faculdade, também nunca briguei, gritei e fiz tanta baixaria... As coisas só começam a funcionar depois que você enlouquece e começa a quebrar tudo. Não sei por que as pessoas são assim. No fim, foi como eu queria (como eu podia). Mas antes foi tanto desgaste, tanto estresse. Só faziam 5 meses que eu estava trabalhando, muito arriscado pra assumir uma dívida, ainda mais uma tão grande.

Fevereiro - O carnaval começou cedo, e de volta a sala da justiça. Há três anos que eu não ia. Muito bom. Em Olinda não foi como anos anteriores, achei que ia morrer quando fiquei presa no meio de uma multidão enfurecida que não conseguia dar dois passos à frente. Ficamos rodando em volta de nós mesmos, que nem a terra num movimento de rotação angustiante. Por hoje é só, não vou mais pra Olinda no carnaval, mesmo em dia de Galo da Madrugada. Trauma é uma coisa triste. Voltei pra faculdade. Não conhecia ninguém. É um problema entrar num período avançado quando todo mundo já se conhece e você ainda precisa cavar o seu espaço. Mas eu tive sorte, duas semanas já foi o suficiente.

Março - O trabalho e a faculdade, minha vida se resumiu. Maratona diária, 8 horas no trabalho e direto pra faculdade. Cansa viu?! Mas eu tinha uma motivação à primeira paixão do ano, ao todo foram três (até este momento). Esse eu já havia me apaixonado uma vez, mas a gente se afastou e o sentimento também. Com o retorno a faculdade, tudo voltou ao seu devido lugar. Durou muito até, e não acabaria se não fosse por uma barreira quase que intransponível, crítico, ele descobriu que curtia homem também. É. Trauma é uma coisa triste, e eu sou muito exclusivista. Se eu já não gosto da concorrência feminina imagina concorrer com homem também, desleal. Realmente, não dava.

Abril – Meu aniversário... Eu queria fazer uma festa, chamei muita gente, uma casa na rua da moeda, Recife Antigo e pronto, ia ser massa. Um amigo que organizou... Não aconteceu. A três dias da festa o teto da casa caiu. Triste não? A pessoa tenta melhorar uma data tão chata e o teto cai três dias antes. Não gosto de aniversário. Não acho bom ficar mais velha, carregar o peso das responsabilidades, da sua vida, não é tarefa das mais fáceis. A faculdade tava bem e havia um pequeno grupo se adaptando e crescendo cada vez mais. E ah... Eu realmente precisava de mais sorte.

Maio - O ponto alto do mês de maio: me apaixonei pela segunda vez. Por nada, simplesmente um dia eu olhei e vi diferente. E tão diferente que eu nem conseguia disfarçar. Não. Errei o alvo novamente. Mas esse passou rápido, graças. Se apaixonar é uma coisa que exige muito da pessoa. Cansa. E quando é platônica, como as minhas, estressam também.

Junho – Quase de férias da faculdade. Final em duas, e muito medo de reprovar. Meu Deus. Não é possível. Fui lá e fiz a prova. Deus uma hora olha por nós. Eu precisa de 7 nas duas finais, e passei. É, eu até chego a pensar em milagres.
Organizei um churrasco, que não teve porque o portão da casa da anfitriã caiu. É... Muitas coisas andam caindo na minha vida, mas entre tetos e portões, eu vou levando.


continua...