segunda-feira, 16 de março de 2009

As flores e as cores.

Os sonhos eram os mesmos, só mudavam as flores.
Os sonos eram os mesmos, só mudavam as cores.
O sol nascia para todos, e éramos todos iguais...
Só com flores e cores diferentes.
Ficávamos sentados ao sol,
Ficávamos sentados ao sol,
Ficávamos sentados ao sol,
Vendo as flores brotarem em nossas peles.

(by eddie)

terça-feira, 3 de março de 2009

Do jeito dela.


Rita é introspectiva. Difícil de decifrar. Parece óbvia até uma atitude sua passar a ser questionada. Não esperam nada dela. Nada do que pensa, nada do que sente. Rita não vive falando, não vive mostrando-se. Só o que ela quer. Só o seu sorriso, só a sua loucura. Somente.
Não acham que ela seja romântica, a consideram superficial. Rita se apaixona, é incrível como se apaixona. Algumas longas, outras passageiras. Porém igualmente intensas. Entrega-se demais. Gosta de sentir. Pensa em condutas, em critérios e em conceitos, não gosta dos conceitos, mas vive com eles ao alcance das mãos... E os utiliza... Fazer o que?
Ainda não foi amada, às vezes acha que isso pode acontecer, às vezes não. O problema: Rita idealiza o que quer e ela quer porque quer, não adianta ser tão legal, ser tão gentil. Nem ser tão bonito ou tão presente, só precisa ser o que ela procura e o que ela procura é como um sinal de pele. Não se repete, não é tão pragmático assim, não é um estereotipo, é um sinal. E Rita sempre sabe quando é.
Uma pena que esses imbecis não percebam que são especiais aos olhos de Rita. Talvez nunca mais detenham um título tão importante, e ainda assim, não percebem. E ela se vai, novamente, com o corpo cheio de momentos não vividos, de alegrias não compartilhadas, de tanto carinho, dos mais generosos que ela sabe dar. Transbordando sua inquestionável presença, sua participação, consolo. Cheia, lotada. Tudo que Rita tem, mas que não lhe pertence. De alguém que ainda não veio buscar seu prêmio acumulado.
Falam de Rita por ai. Falam tantas bobagens, tantas que ela nem se esforça mais. Houve um tempo em que isso incomodava, e ela tentava explicar, conversar. Não adiantou. Cada um acredita no que quer e pronto. Perdeu suas forças para essas pessoas conformadas.
Pensa em ser realizada, pensa em ser bem sucedida, pensa em mar, em chuva, em montanha, em frio, em vinho, em dança, em samba, em bamba, em mestre, em vento, em sol... A dois.
Nada ocupa mais seus pensamentos do que tudo a dois. Precisa. Quer morrer de amores nos braços de um grande amor. Quer ser só dessa pessoa, exclusiva e insubstituível.
Rita quer ser feliz, do jeito que ela acha ser feliz.