segunda-feira, 6 de abril de 2009

Sentimentalismos presumidos.

Pensei nas maneiras de se sentir.
Eu queria ouvir uma voz, uma voz que eu já ouvi uma vez e que me cativou.
Calma, forte. Linda. Uma linda voz que me deixou extasiada, e com saudade do que nunca vi, nem toquei, mas senti, senti forte, grande. Um detalhe apenas e tudo muda, e de repente você não é mais tão racional assim, nem consegue separar as coisas. Tudo se mistura. E na verdade, você nunca soube como delimitar espaços.
Passei a querer algo inusitado e que meche comigo, sensações que eu nem sei explicar em palavras, mas que são trazidas por elas. As palavras. Um estrago que elas fazem dentro de mim, no meu metabolismo. Uma ressaca que eu tenho delas, me entorpece e me excita. Nossa, como me excitam essas danadas.
Eu ando sentindo tudo, saudade, paixão, ciúmes, desejo e criando expectativas em cima de ilusões.
Não sei se é certo, se é normal. Não gosto de determinar sentimentos, nem acho que da pra se fazer isso. Não há como controlar o desconhecido, o que é tão grande e tão fugaz. O que foi que te fez sentir diferente?
Ninguém sabe a resposta, e mesmo que tente, faz bem menos sentido explicar, uma hora chega e pronto. Não há razões fundamentadas pra isso, nem é necessário que aja.
Eu tenho bons sentimentos por alguém. E é isso, não queria ter, apenas pela incerteza de onde foi construído, mas agora é tarde. Você vai indo na maré, ela vai te levando e quando se vê é alto mar. Ondas que te cobrem e te empurram mais pro fundo, e todas as vezes que você emergir, outra virá pra te afundar mais. Ainda que isso não precise ser tão ruim. Tudo vai depender do que eu vou encontrar lá embaixo. Pode ser bem lindo, bem azul, bem tranqüilo e emocionante, ou não.
Só não quero as dores, aquelas dos amores. Quero pular essa fase. Não quero me curvar, me desmanchar em lágrimas, perder as forças pra o mundo, pra os outros. Não quero focar em alguém a ponto de perder meu caminho. Tenho medo, muito medo da paixão e de tudo que vem junto com ela, como parte de um pacote onde não se sabe o conteúdo. Surpresas que angustiam o coração.
Vai me dividindo no momento, fortes alegrias, algumas dúvidas, outras perturbações providas dos pensamentos inquietantes, esperanças e esperas. Até passar. Ou até eu ouvir aquela voz novamente. Ela pode me responder várias coisas, nem que eu não perceba, sempre vai mudar, de um jeito ou de outro.

5 comentários:

Góes disse...

Estou em pé batendo palmas para você!!

meus instantes e momentos disse...

muito bom teu texto, é muito bom voltar aqui.
Gosto daqui.;
Maurizio

meus instantes e momentos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Kari disse...

Sabe, acho que o medo é tão ruim... E pode nos fazer perder tantos bons momentos. Sim! Porque a vida é feita de momentos. E, se tivermos medo, deixamos passar momentos maravilhos e brilhantes. E que podem nos tranformar como nenhum outro. Por isso, minha amiga, esqueçe o medo e se entrega da próxima vez que ouvir a tal voz...

Beijão pra tu

Dayane disse...

Vá com calma,mas nao deixe o medo te paralisar.