quarta-feira, 27 de maio de 2009

Possiveis diálogos....

Chega ao aeroporto e telefona pra ele:

- Oi. Estou aqui já, cadê você?
- Bem aqui.
- Aqui? Onde?
- Vendo como essa blusa fica bem no seu corpo
- Como assim? Ta escondido me observando?
- Estou...
- kkk... Certo. Então me diz o que eu estou fazendo agora.
- Olhando alucinada para todos os lados, pensando que vai me encontrar.
- Sei, sei... Muito fácil imaginar que estou te procurando. Não valeu. Descreve minha roupa...
- Te descrevo sem ela também. Quer? Já consegui imaginar você todinha so olhando teus contornos, os teus seios, tua bunda.
- Não faz isso comigo....
- Faço sim. É lindo te ver desprotegida, minha, num lugar estranho, esperando por meus braços.
- Aparece então, pra eu poder te abraçar, te beijar e me sentir protegida.
- Vou sim. Calma. Também ta sendo bom te olhar daqui e ver sua angústia em estar comigo.
- Que mal você é... Então vou me sentar até você decidir vim até mim.
- Não. Fica assim como estás agora. E passa novamente a mão na boca, como você fez nesse instante.
- Isso ta parecendo loucura.
- Se deixe, se liberte. Viva essa loucura, sinta ela. E agora faz o que te pedi...
- Louco.
- Linda!

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Se chove lá fora...


Está chovendo e só estou escrevendo pra dizer o quanto acho bonito um dia de chuva. Não que eu ache feio um dia de sol, não é isso. Também é bonito. Mas não vejo tanta poesia. Nada como um diazinho cinza, com aquele ar de vinho ao pé da lareira (nunca vi uma ao vivo, nem desfrutei de tal cena).
Agora daqui da janela vejo que o céu está pintado de uma cor fechada, indecisa, não é branca, nem é cinza, meio chumbo, não sei explicar, porém, lindo de morrer. Parece que desceu um pouco mais pra perto de nós. Daqui de cima, vejo um monte de sombrinhas abertas e me lembro de uma época em que eu preferia me molhar a utilizar tal acessório, achava feio, brega. Sempre tão estampadas, escandalosas. Hoje acho tão romântico. Pois é, eu acho sombrinhas abertas romântico. Toda vez que o tempo fica assim, como está hoje, tento pensar que não estou em 2009, que não sou do Recife, que a cidade é mais limpa, que as pessoas são mais felizes com suas sombrinhas floridas abertas, Gene Kelly cantando na chuva e o véu de seda da Cyd Charisse, com mais de sete metros de comprimento, esvoaçante, pairando por nossas cabeças. Ai que delícia.
Agora deve ter gente com preguiça numa cama quentinha, com um amor do lado, um cheirinho de afeto, sem vontade de levantar. Eu estou aqui, no meu trabalho, cansada, com sono, meio com febre por causa de uma gripe infame, com saudade de tudo isso que ainda não vivi.
Levantei pensando: "o que eu invento pra faltar?", porém, desisti de tal pretensão, não havia motivos reais, nem minha cama quentinha era suficiente sozinha. Me resignei e estou aqui agora. Penso que eu merecia um peito gostoso pra deitar, um café bem cheiroso, bolo de pão de ló e pão de queijo, um escurinho, uns dedos entre meus cabelos, uma respiração íntima se misturando com a minha, um cansaço de uma noite de amor... Ai, ai.
“I'm singing in the rain,
just singing in the rain.
What a glorious feeling,
I'm happy again”…

terça-feira, 19 de maio de 2009

Estranho.

Abraço tua mente.
Tudo faz sentido quando partilho tuas idéias.
Uma fábrica de sensações.
Provocante, me incita a querer-te,
Pertubadoramente.
Teus pensamentos me induzem e me prendem.
Presa dentro de mim, em lembranças não vividas por nós dois.
Te sinto como uma recordação de minutos atrás, em traços
Incógnitos que formei para explicar tua figura.
Te vejo, mas não sei quem és.
Reconheço meu corpo ao toque dos meus dedos,
Que passam a ser os teus na visão que se forma
Coerente em minha mente.
És tu que me aperta os seios, que brinca com os
Meus mamilos, que abraça minhas coxas, que mergulha
Entre minhas pernas e me invade o prazer.
Gozo por ti.
Sentimentos se misturam, estou louca?
Que fazes aqui?
Adorável estranho.

Barriga é Barriga (Por Arnaldo Jabour)

Barriga é barriga, peito é peito e tudo mais. Confesso que tive agradável surpresa ao ver Chico Anísio no programa do Jô, dizendo que o exercício físico é o primeiro passo para a morte. Depois de chamar a atenção para o fato de que raramente se conhece um atleta que tenha chegado aos 80 anos e citar personalidades longevas que nunca fizeram ginástica ou exercício - entre elas o jurista e jornalista Barbosa Lima Sobrinho - mas chegou à idade centenária, o humorista arrematou com um exemplo da fauna: A tartaruga com toda aquela lerdeza, vive 300 anos. Você conhece algum coelho que tenha vivido 15 anos? Gostaria de contribuir com outro exemplo, o de Dorival Caymmi. O letrista compositor e intérprete baiano era conhecido como pai da preguiça. Passava 4/5 do dia deitado numa rede,bebendo, fumando e mastigando. Autêntico marcha-lenta, levava 10 segundos para percorrer um espaço de três metros. Pois mesmo assim e sem jamais ter feito exercício físico viveu 90 anos.
Conclusão: Esteira, caminhada, aeróbica, musculação, academia? Sai dessa enquanto você ainda tem saúde... E viva o sedentarismo ocioso!!! Não fique chateado se você passar a vida inteira gordo. Você terá toda a eternidade para ser só osso!!!
Então: NÃO FAÇA MAIS DIETA!! Afinal, a baleia bebesó água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e éGORDA!!! O elefante só come verduras e é GORDOOOOOOOOO!!!

VIVA A BATATA FRITA E O CHOPP!!! Você, menina bonita, tem pneus? Lógico, todo avião tem!
E nunca se esqueçam: 'Se caminhar fosse saudável, o carteiro seria imortal'

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Acaso...

Te vejo...
Meu coração dispara.
A face enrubesce, achas graça na minha timidez.
Caminhas rindo até mim, lentamente,
Teu olhar me deixa sem jeito,
Sinto-me nua, transparente ao fitar teus olhos.
Cada vez mais perto, te sinto.
Me toca com teus dedos, delicadamente,
Descobre meus traços, a maciez da minha boca,
Meus contornos.
Rapidamente me puxas pra ti,
E me enlaça em teus braços
Fico tonta com o cheiro de desejo
Que sai de você.
Tua respiração viva, tua voz ao meu ouvido, ouço,
A primeira vez que entras em mim: “Toda minha”.
Minha pele arrepiada te excita.
E eu perco o sentido ao sentir o teu tesão.
Aproximas teus lábios dos meus,
Me beija... Tua língua agora dentro de mim.
Meu corpo está tomado de você.
Agora ele é teu... Sabes disso.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Desejo.


Olha aqui...
Vem sentir meu desejo,
O fogo que arde em mim, arde, arde, arde...
Me queima.
Estou repleta, transbordando,
Vens e me toma.
Bebe a minha angústia,
Meu desespero de esperar estar em teus braços,
A sua graça... Mercê dos teus caprichos.
Quero te dar prazer.
Vem me ensinar a ser tua... Putinha safada.
Do jeitinho perfeito pra você me por no colo,
Te dou onde e quando quiseres.
Me faça perguntas e me obrigue as respostas,
As respostas que queres ouvir.
Quero me sentir frágil sobre você,
Sentir tua força,
E teu encanto, tua doçura, e a tua língua...
E tudo mais.

Tudo novo... De novo.

Ser humano é complicado. Tantas coisas cabem a espécie, mas que tanto são negadas por ela. Ninguém quer um dedo na cara e um “você fez merda meu filho, a culpa é sua”. Ninguém quer a responsabilidade de uma dor, ou de uma perda. Não saber dos seus defeitos é negar suas qualidades. Não sei dizer quase nenhuma qualidade minha, prefiro que me digam, mas sei muito bem explanar os meus defeitos, gosto de ter consciência deles e de trabalhar em cima, controlar, aprender (só um detalhe, tudo isso, as merdas, as dores, os sofrimentos, são explicáveis e inevitáveis, fazem parte do crescimento. É o que dizem. Mas eu acho que deve ser mesmo. Não imagino que eu seria o que sou hoje sem algumas dúzias de arranhões que adquiri ao longo desses meus 25 anos. Não que o que eu sou hoje seja lá grandes coisas, mas o que eu era há cinco anos atrás era menos ainda. Isso que deve ser crescer. Olhar pra um passado, longe, ou recente e poder se avaliar, poder se consagrar melhor. Ou pior. Dependendo do caso).
Se conhecer é importante e necessário, mas não a como se determinar precisamente “faço isso, gosto disso, não gosto daquilo”. Não, não. Não adianta negar, ninguém é 100% leal as suas características, ainda que alguns tentem, é complicado se expor aos julgamentos. É melhor se proteger atrás de uma impressão, mais fácil, doi menos. Será? Não sei. Dizer: “eu me conheço” é ostensivo e duvidoso. Não me conheço, já pensei que sim, mas hoje vejo que não. Tenho uns pensamentos novos, menos estabelecidos, mais flexíveis e adaptáveis. Uns desejos que nunca tive vem me tomando os pensamentos, os planos, o corpo. Uma sensibilidade estranha, nova pra mim. Um jeito de ver, e de olhar diferente. Tenho explorado os sentidos, os sentimentos, as sensações. Deliciosamente. Coisas que tenho guardado pra mim, que agora exponho para alguns e que em breve, espero, o mais breve possível, coloco em prática, mesmo. Sem pudores e sem vergonha, livre, livre, livre, livre......