segunda-feira, 11 de maio de 2009

Tudo novo... De novo.

Ser humano é complicado. Tantas coisas cabem a espécie, mas que tanto são negadas por ela. Ninguém quer um dedo na cara e um “você fez merda meu filho, a culpa é sua”. Ninguém quer a responsabilidade de uma dor, ou de uma perda. Não saber dos seus defeitos é negar suas qualidades. Não sei dizer quase nenhuma qualidade minha, prefiro que me digam, mas sei muito bem explanar os meus defeitos, gosto de ter consciência deles e de trabalhar em cima, controlar, aprender (só um detalhe, tudo isso, as merdas, as dores, os sofrimentos, são explicáveis e inevitáveis, fazem parte do crescimento. É o que dizem. Mas eu acho que deve ser mesmo. Não imagino que eu seria o que sou hoje sem algumas dúzias de arranhões que adquiri ao longo desses meus 25 anos. Não que o que eu sou hoje seja lá grandes coisas, mas o que eu era há cinco anos atrás era menos ainda. Isso que deve ser crescer. Olhar pra um passado, longe, ou recente e poder se avaliar, poder se consagrar melhor. Ou pior. Dependendo do caso).
Se conhecer é importante e necessário, mas não a como se determinar precisamente “faço isso, gosto disso, não gosto daquilo”. Não, não. Não adianta negar, ninguém é 100% leal as suas características, ainda que alguns tentem, é complicado se expor aos julgamentos. É melhor se proteger atrás de uma impressão, mais fácil, doi menos. Será? Não sei. Dizer: “eu me conheço” é ostensivo e duvidoso. Não me conheço, já pensei que sim, mas hoje vejo que não. Tenho uns pensamentos novos, menos estabelecidos, mais flexíveis e adaptáveis. Uns desejos que nunca tive vem me tomando os pensamentos, os planos, o corpo. Uma sensibilidade estranha, nova pra mim. Um jeito de ver, e de olhar diferente. Tenho explorado os sentidos, os sentimentos, as sensações. Deliciosamente. Coisas que tenho guardado pra mim, que agora exponho para alguns e que em breve, espero, o mais breve possível, coloco em prática, mesmo. Sem pudores e sem vergonha, livre, livre, livre, livre......

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