segunda-feira, 29 de junho de 2009

De coração...

Falas lúbricas.
Expressa teu desejo,
Declamando vulgaridades...
Poesia do meu corpo em chamas.
Da carne, da cobiça.
Dizes sem saber o que me ascende:
Meu delírio, minha falta de ar.
Meus olhos despencam pesados,
Força da tua luxúria.
Convivo com teu amor bruto,
Animal, de pele e desejo.
Tua doce inocência em tentar me iludir:
“És a melhor”... Lindo.
Um suave engano que me preenche o espirito
Nesses momentos de conflito e medo.
Medo de não ter tudo que construi em pensamento,
Na ânsia de um futuro bom.
Desejas mais de mim?
Mais do que eu posso te dar em
Sensualidade?
Ao avesso... Assim quero estar sobre você.
Beije minhas veias, os vasos
Que alimentam meu coração.
Acaricie meu estômago,
Quando ele gelar nervoso por esperar
Tua palavra encantada.
Se excite com todas as células que
Constroem meus tecidos,
Ame minha alma.
Acredita em mim, no que te digo.
Não sou puta, nem sou santa.
Apenas quem procura, busca contrastes e descobertas
Dessa janela que se abriu sobre meus olhos,
Tua amplitude e poesia.
Tenho certeza que nasci para estar em teus braços.

Coisas...

É fácil demais a adaptação.
Acordar, ligar aquele automático e deixar correr o resto do tempo, até o fim da vida. Difícil é perceber o dia, observar, interpretar, redescobrir e redescobrir-se, este último principalmente. Parar, pensar. E não só pensar... Refletir.
Derrubar tudo que pesa, que faz com que se ande devagar.
Como um barco afundando, só que é preciso se salvar.
Jogar no mar o que ta sobrando, que só faz ajudar a submergir mais rápido.
Não cair na rotina é quase impossível, perceber a rotina (e não se contaminar) é fundamental. Todos os dias novos degraus são colocados no caminho, todos os dias novas formas aparecem, novas pessoas, novas vidas e histórias interessantes que só fazem acrescentar... Um perigo deixar passar. Todo dia é belo, estranho e complicado e sempre vai ter algo que se precisa conquistar até o final, pra antes de dormir ser vitorioso. Complicado não é querer algo ou alguém, é possuir e manter. Tanta coisa que o mundo oferece, as novidades são atraentes, a repetição cansativa, o novo sempre desejado e cabe a quem quiser se reciclar.
Tentar inovar, buscar os “eus” que existem, inclusive ressuscitar aqueles “piores”, cheios de personalidade que muitos chamam de errado por ai e acabam sendo abandonados em algum lugar cá por dentro de nós. Conceito não é bom, é parado, limitado. Bom é conhecer e permitir, sem ferir, nem magoar. Bom é amar e ser amado. Querer pra si não é condenável, se o que se quer pode ser, não é ilusão. Infelizmente, não é tudo que é de querer.
Paixão é besteira quando é unilateral. Tesão? Cega. Mas é um mal curável, e ainda bom por demais. Os medos dos outros não são bem vindos, às fraquezas são abominadas e desprezadas, prontamente. Todavia não há esse que não sinta... Da forma que for... Por qualquer coisa que seja.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Volver...

A intensidade poderia explicar os sentimentos súbitos, os desejos inusitados adubados com suor e calafrios. Necessidade de ter o que se ansia e que permanece no pensamento fustigando a alma de uma saudade estranha, desconhecida... Prévia.
Um tempo guardado, vivido meramente de sonhos, e planos de encontro e colisão. A memória do desconexo. Guardada num arquivo de lembrança para que um dia eu conte a alguém que não vejo, mas sinto e quero. Pleito um sentimento forasteiro, inusitado e preciso. Não entendo nada dele, também desconheço a definição concreta do querer... Apenas quero. Estar ao lado, aos cuidados, vivendo essa amplitude de sensações, apreciando e aprendendo. Nunca estive exposta a devaneios, cuido das minhas ilusões com exação, não gosto de incitá-las ao exagero. As conseqüências nunca me trouxeram grandes alegrias. Dessa vez foi inevitável, ela me encontrou, pegou pela mão e levou. Busquei as palavras que me encantam, que entre tantas cantadas por ai, são as mais bonitas de se admirar. Moram dentro de mim, lindas. Todavia almejo muito mais o homem por trás da mente criadora. Carne, osso, ambição e pressa. Forte, mítico como um herói, venerado. Distribui sua presença poética alimentando corações desavisados. Me aflinge os assédios, o tempo roubado derramando de tantas atenções, demorando pra mim. E isso é um conflito sem sentido de ser, uma bobagem que tira meu sono. Mas quero continuar nessa mente que me perde, nessa boca que anuncia me querer. E eu quero tudo... Que despe, despede e despedaça...

“Vem aqui com teus braços
e me cobre desse amor vão.
Quero sentir esse cheiro de pressa e ambição.
Devora essa vontade e consome o que guardei pra ti...
Quando isso acabar será tua lembrança
a me acalmar a saudade, consolar meu coração.
Então faz desses momentos eternos e,
antes de partir, guarde em você.
Não me perde nas esquinas do passado.
Algo nos trouxe até aqui, algo pode nos devolver.”

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sinais...

Não dormiu direito sentindo sua falta. Sonhou com ela.
Nos poucos momentos de sono que teve, pensou senti-la em seus braços, até perceber segurar o travesseiro que, sem duvida, beijou impetuosamente. A boca doía. Uma sede daqueles beijos de horas, de mão na nuca e arrepio. Ela tinha um jeito diferente de se arrepiar, não era igual as outras que já viu. Especial nos gestos que fazia, ao fechar os olhos e entreabrir a boca, em por as mãos no ombro dele, deixando os seios desprotegidos. Admirava aquela cena, o foco dos seus desejos, aqueles seios em suas mãos. Que saudade. Um estrago que fazia nos seus sentidos, era só pensar e pronto, suficiente pra uma noite de sono agitada, acalentada por suas vontades e cobiças. Queria estar com ela, só isso.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Na noite seguinte, me apaixono por você!!

Olhos nos olhos,
Primeiro contato: O beijo.
Bocas e mãos que percorrem o desejo.
Abraço que sente o cheiro,
Sente a força, o calor...
Tudo fica evidente:
Línguas passeando por um céu de estrelas,
Você sobre mim,
Choque do sexo, dança dos gestos...
Movimento.
Cada vez mais rápido,
Cada vez mais devagar.
Angustia do prazer que se faz pressa,
Que busca o corpo e
Encontra a vontade:
- como você é bonito.
Sintonia traduzida em lágrimas e gemidos,
Cada vez mais forte,
Cada vez mais alto.
Inconsciente, entorpece os sentidos,
Guiados apenas por sentimentos de paixão.
Até que vem o gozo e se espalha sem segredo.
E meu grito sem controle,
É abafado no teu beijo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Apetite.

Traços do imaginário que se forma
Real... Sensações e vontades.
Do que eu queria que fosse,
Como pretendo que seja.
Desenho com riqueza seu corpo, exato,
Passo por passo, passeio.
Minha delícia, meu adorno,
Minha viagem sideral.
Te tenho comigo, todos os dias,
Em qualquer hora, de vários momentos,
Quando preciso ou quando chegas sem pedir e
Faz morada da minha vontade,
Segura meu corpo com força vai,
Marca teus dedos em minha pele
Com o vermelho da tua pretensão.
Percorre tuas mãos, aprecia cada detalhe.
Sou submissa dos teus caprichos.
Bem sabes o tanto de tudo que estou pra te dar,
Tudo que é teu.
Sinto teu desejo, tua pressa...
Vem ter o corpo que te agrada,
A boca que te deseja.
Minha orgia, meu quitute.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Minha sina, meu cinema.

Há necessidade das explicações, das teorias bem montadas, amarradas pra convencer algo, ou qualquer coisa. As dúvidas são o que sobra: Porque tudo é assim? Porque eu sou assim? Porque o amor machuca? Ou ele não machuca? A culpa é minha?
Nem tudo é de compreender. Pode haver explicações, podem sim, tantas sabe, que de repente é até melhor não saber. Deixa assim como está.
Não entenda o amor, ele não foi feito pra isso. Ele é tão exato, prosaico, ordinário, que ninguém consegue mais perceber sua complexidade. Se quiser saber dele, ame apenas. Isso é fácil demais. Vai doer quando ele se for, é inevitável, então aproveita. Concentra no que é bom. Na vontade de ser feliz, os desejos mais secretos que te arrancam suspiros. Pensamentos induzindo arrepios e falta de ar. As ondas de vontade de sentir que toma conta do corpo. Pensa no outro a quem se ama, viva pra tirar um sorriso que te ilumine o resto dos dias, que faça esquecer de tudo que é feio, tudo que dói. Erra quem dá, pensando no que volta. Não queria dizer isso, porém, lá vai: talvez não volte. Um dia quem sabe? Mas talvez não volte mesmo... Pois é, a parte que nos cabe deste latifúndio. Eu acredito em tudo que dizem, sobre tudo que exista por ai (isso não quer dizer que concorde), acredito. Invente-me hipóteses, apresente as possibilidades, crie conjecturas sobre os lemas irrespondíveis de tudo que me aborrece. Pode falar... Sou toda ouvidos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

É assim...

Sara gosta de janelas.
Gosta do que se pode ver como um quadrado, um quadro emoldurado, em movimento, que muda, ou que às vezes é sempre igual.
Sara sempre quer saber das paisagens das janelas de quem quer bem, partilhar e inventar o que se vêem.
Tudo que é de se sentir... Sinestesia.
Tudo que é de conceber.
Gosta da brisa no rosto, cheiro de bolo e barulho de mar, da onda quebrando.
Ela sente mais do que pensa, sente mais do que enxerga, sente até mais do que sente.
Adora o que é de pele, o que é de química, o que não tem sentido (que pra ela tem).
Pensa que o que não é formal, normal, usual... É mistério.
Adora os mistérios, e adora adorar.
Nasceu pra se apaixonar. Uma voz, ou um jeito de falar, por um sorriso, por uma respiração.
Um detalhe, só um detalhe. Sutil demais pra explicar.
Não mede seus sentimentos, não achou ainda razão pra fazer isso.
Afinal, sentimentos são sentimentos, feitos para sentir apenas, não para entender.
Não tem medo, de nenhum, seja qual for.
Alguém disse um dia que sentir de repente, não vale, que amar de repente, é superficial, quem ama por amar, não sabe o que é o amor, "tem que conhecer, tem que conviver, tem que observar", convenções, chatas e pragmáticas (que quase todo mundo segue).
Não concorda, mas sabe que é uma rara exceção.
Sente ciúmes, sente saudade, vontade de estar junto, de um momento, de alguém, de um lugar. Por nada, sem conhecer, sem conviver, só por saber existir, só por querer.
Controla suas vontades, mas queria poder não controlar, pra ver o que iriam fazer, ouvir o que iriam dizer: "é uma louca varrida, não sabe de nada". E ela ia rir.
Poucos entenderiam o seu amor, então, prefere não falar.
Tem medo de assustar.
Quer muito ser feliz, do jeito que for pra ser, fonte das alegrias de um sorriso.
Largar todo esse tédio que é viver por viver, fazer por fazer, pensar por pensar...