quinta-feira, 30 de julho de 2009

Entre as linhas... (final)

Caminhou sem pressa pelo acanhado espaço entre as cadeiras, atraia as atenções e os olhares de ambição... Convite ao toque. E ela desfilava, rodava e gesticulava os braços soltos no ar. Fechava os olhos e sentia a brisa direcionada abraçando o arrepio da pele, contrariando o calor da sala fechada, sem janelas e sem mais as frestas da luz da lua. Desesperados coitados, por não conseguirem mover-se, colados por uma força desconhecida de atração, choravam implorando o contato dela. Crianças infelizes soluçando pelo peito, fome do gosto do bico enrolado na língua. Não sentiu pena alguma, não sentia nada por eles. Dançava e às vezes roçava partes do seu corpo nas mãos congeladas, até sentava no colo de alguns confirmando a excitação bruta... Provocação. Sempre esteve confiante. Obedeceu ao trajeto dos acontecimentos sem tropeçar. Fantoche do acaso, manipulada por um fado vão de ilusão que, no entanto, se rompeu. Alguma coisa permaneceu pura dentro dela dando a cadência do seu samba e o compasso, toda segurança que precisava para ir até o fim, alforriando-se daquela servidão tola e partindo assim o elo que ligava os atos maquinais. Algo não tão exato quanto os passos que dera, mas livre por suas escolhas: Sabia que ali, entre tantos, um (apenas um), poderia mover-se em sua direção. Exclusivamente um qual olharia nos olhos e enxergaria o alento para os seus sonhos guardados. Poderia, finalmente, esvaecer em seus braços. E sendo assim... Amanheceu.


ps. 4/5 de ficção, o resto foi um sonho.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Entre as linhas... (3º ato)

Em uma nova etapa desse drama inconsciente, projetado como destino previsto por um tempo qualquer, esquecido. Ela sabia, outra vez, o que fazer. Ainda nua, porém sem lágrimas nem manchas, começa a admirar seu corpo refletido nos olhos dos espectadores. Espelhos de cobiça. Apesar de parecer que nada evitaria o ataque daqueles homens sedentos (se assim quisessem), permaneceu tranqüila. Eles poderiam apreciá-la até que desaparecesse totalmente, sugada pelas narinas e bocas, feito um pó, proporcionando-os o maior prazer de suas vidas. Todavia não temia por sua integridade. Sentia os abusos daquelas mentes preenchendo suas vísceras de devassidão sem o auxílio do toque, só com o cheiro de suor e desejo que exalavam, fazendo-a aspirar sem alternativa. Hipnotizados pela lubricidade gratuita, pingavam suas angústias. Não se sentiu indefesa ou desprotegida, nem por aqueles pensamentos desregrados. Ao contrário. Alguma coisa nela sente vontade de oferecer o seu corpo, o corpo luxuriante que gostaria de extinguir, que a molha com a corrupção da sensualidade. Queria expelir seu tormento, entrega-lo a esse devaneio...

(e... continua.)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Entre as linhas... (2º ato)

No outro momento estava sem nada. Continuava no mesmo local, agora com uma luz forte apontada para o rosto. Cega com a claridade súbita, chora. Sem entender. Chorou porque a cena era essa. Tinha que chorar e o fez, copiosamente. Lágrimas brotavam profusas, lavando seu semblante, que, anteriormente limpo, sem pintura, mostrava agora uma mancha derretida pelo pranto, escurecendo a face com a maquiagem desfeita... Transfiguração. Ajoelhou cobrindo o rosto com as mãos, estava descalça e nua, sem luz. E, como num sonho incoerente, surgiu uma platéia composta apenas por homens vestidos duramente. Contornaram-na formando um círculo ao seu redor, como se estivessem lá em todos os momentos, guiando as ações, as emoções, desde o começo. Desde quando pensou estar sozinha. O cheiro de madeira fresca do chão, de repente misturou-se com o de guardado dos smokings presentes. Na escuridão inesperada seus contornos agora eram formados das frestas, luzes das noites de lua... Apenas.

(...continua...)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entre as linhas... (1º ato))

Haviam vários espelhos por todos os lados. Abissais. Cobrindo superfícies inteiras. O chão amadeirado brilhando, refletindo sua imagem. Uma meia luz resumida amarela, ela com um vestido solto claramente consumido pelo tempo, alguns rasgões de lado, cabelos presos pela metade e sapatos que estalavam no chão ao toque dos seus pés. Inquietante e agradável. A intimidade que contraria a memória. Mesmo confortável nunca havia pisado naquele plano. Uma música toca, não sabe por que mas precisa dançar. E dança. Sapateia lindamente. Sabe dos passos, os segmentos, sincronia perfeita dos gestos... Como? Apenas segue uma intuição natural, de como quem já nasce com ela, como quem já nasce sabendo sua dança. Percorre aqueles espaços levemente, quase voando em cada salto. E como lhe agrada aquele som seco das sapatilhas tocando o tablado... Familiar. Estende uma das mãos ao nada, e o nada a entrega um chapéu. Um chapéu–coco, ou de coco, como dizem em Portugal, duro, de copa redonda e aba bem curvada dos lados. Amava esse objeto e nunca havia o visto. Porém, estranhamente, em sua cabeça servia a medida exata, como algo que é feito para ser exclusivo e apesar da aparência desgastada, fazia parte do show. No escuro ela brilhava. Na lisa superfície a luz guiada em sua direção dançava acompanhando seus movimentos. Preciso. Ensaiado...

(continua)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Entre amendoins...

Cerveja. Whisky. Cigarros. Jogos. Os diálogos destorcidos da realidade. Observava aquilo tudo como se não estivesse ali, sentada na mesma mesa, compartilhando daqueles olhares e das idéias loucas. De certa forma não estava. Não participou das brincadeiras, da embriagues lenta, do fumo. Sua cabeça flutuava para longe do corpo, sem precisar de auxílios terceirizados, suspensa no ar pelo carbono liberado das bocas presentes, a mente perdida no desequilíbrio. Olhos submersos, cabelos oleosos, bocas abertas, dentes, palavras soltas caindo sobre o chão gelado, voando ao vento, desnorteadas. Narizes guiando perfis, cabeças redondas, ovais, brilhantemente estúpidas. Começou a rir. Não queria, simplesmente, foi mais forte. Não ria deles, não, de jeito nenhum. Ria por eles. Da decadência, das depressões, dos impropérios e confusões que podia enxergar do topo de sua lucidez, sem sentido ou fundamento. O corpo presente contradisse a mente perdida. Reflitiu em meio há gargalhadas desatentas: Sou insegura. Acho que se agarrar ao amor é ruim, muito ruim. O amor atrapalha a sensatez. Nesse momento estava absolutamente afastada deles, longe, nem os ouvia mais. Impressão das ligações se desfazendo. Os elos se rompendo. Pensou onde queria estar, se transportou. Enviou mensagens de desejo, suas vontades, para quem as dedica. Imaginou-o recebendo seus pensamentos e o que achava daquilo. Fortes impulsos espontâneos. Não está querendo um homem elementar, físico, mas o que causa o seu amor sensual, o que ama voluptuosamente e de muitas outras maneiras, como quando ele ri, ou conversa calmamente, quando a insita, quando a deixa insana, louca de desejo, quando fala das realidades... Ama sua sensibilidade, sua essência de ansiedade e exaltação. Quer tê-lo, calmamente, sem angustias, paciente... Não é sentimental demais, nem estava bebada, sabe que excesso faz mal, em todos os sentidos, porém acha todo esse querer muito natural. Hoje sua falta de grandes experiências pareceu muito boa, deixou-a feliz, pois toda sua intensidade ficou guardada. Pode se entregar agora, neutra, carente, liberta... Nenhuma droga conseguiria ser mais potente.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Acaso.

Me perdi
Nesse tempo errado,
Custado de mim.
Por acaso te encontrei
No acaso que me leva,
Nos cantos que me carregam,
Nas palavras que me cercam,
Encantos que me projetam.
A força que me absorve...
Teu tempo passado,
Recanto dessa fábula
Que me seduz.
Quero nascer ao seu lado,
Vendo sua vida
Eternizar-se em flores,
Em amores desconexos.
Dedicados à força de um sismo.
Consegues sentir?
São tantos inclinados...
Vazios, completos,
Sedentos, banais...
Consegues sentir?
Amo a quem te ama,
Amo as bocas que guardam teu sabor,
Os corpos brandos do teu amor...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Detalhes...

Ao chegar encontrou ele adormecido, deitado, nu, em paz. Percebeu fragilidade em seu corpo. Quis protegê-lo. Guardar aquele momento na memória: seus lindos olhos cerrados, a respiração tranqüila, compassada... Nem parecia o homem que há horas atrás acordou sedento, empurrando-a contra a cama, segurando seus braços com força, deixando seu corpo marcado, abrindo suas pernas, invadindo. Não queria desperta-lo logo, nem seu desejo... Por enquanto. Sabe que ele é um vulcão ativo, sempre ativo. Ao abrir os olhos, partiria pra cima do seu corpo e a devoraria até matar sua fome insaciável. Precisava muito olhar mais tudo aquilo, toda aquela beleza e placidez. O menino dela... Guardar seu sono.
Ao despertar sua primeira visão foi dela sentada ao pé da cama, contemplando-o com ternura. Sorriu. Sua excitação (como previsto) ávida, pulsante, despertada. Ela pôs-se de joelhos e tirou o vestido que cobria o corpo nu. Contemplação dos sinais, ambos em sintonia. Não esperou muito, jogou-a na cama com força, pressa do seu anseio. De repente aquele corpo frágil que dormia desprotegido, era um forte, um porto que a abraçava deliciosamente. Um conjunto de detalhes a serem explorados. Por cima dela ele, entre suas pernas a dele, se derreteu gemendo, inconsciente, paralisada. Ele adorava aquela submissão natural, era a certeza da dominação exata. Ela apertou as pernas sobre ele, tremendo, caindo em suas vontades. Estremeceu e gemeu de prazer. Sempre vai querer tê-lo, despida, possuida, usada. Amada. Fustigada desse amor vulgar, que é o que ele tem pra oferecer. Não espera nada, pois não sabe o que esperar.... Sente algo como um milagre, impulsos reais. Pela primeira vez vê beleza em tudo isso.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Cada cabeça um mundo...

Essa frase eu ouvi a vida toda. Nem sei de quem. Nem se é ditado popular, não sei, mas sei que ela é certa demais. O que difere essa equidade entre todo mundo, essa probabilidade, é a mente. A individualidade preservada. De modo geral parece até que alguns saem em série de uma fábrica, roupas, cabelos, opiniões etc. Corrompidos. Não por querer, mas por já nascer sendo inserido nesse princípio estabelecido. Dentro de casa mesmo somos talhados desde a infância. Lembro quando eu tinha 9 anos e descobri a sensação que causa quando se aperta o bico do peito, não associei a nada, nem pensava em sexo ou coisas do gênero, nem me masturbava ainda. Era só uma criança crescendo e se descobrindo. Mas eu gostava e ficava sempre que lembrava, apertando e sentindo o torpor que dava no corpo, pra mim se comparava a umas cócegas, sendo mais agradável. Até que um dia minha mãe viu. Eu estava no consultório do ginecologista dela, na sala de espera ao seu lado e, inconscientemente, fiquei mexendo, ela prontamente me pegou pelo braço, me levou ao banheiro e eu apanhei na mão. Ela disse que era feio, que eu não tinha idade pra isso, como assim? Eu fiquei chocada, chorando, me sentindo a pior das criaturas, feia e má. Minha mãe não é uma pessoa ruim, é uma ótima mulher, mas naquele momento não era ela falando, eram as pessoas que estavam lá me olhando com reprovação que falavam por ela. E foi essa mesma hipocrisia que me educou, explicando do feio e bonito, do certo e errado, do bom e ruim. Eu não sabia disso naquele dia fatídico, mas hoje eu entendo, e não a culpo. Depois passei a saber o que é fazer escondido....Porém tudo passa. Eu cresci, e armei meu plano de fuga dessa armadilha reservada, me libertei. Sinto sem medo, falo sem medo... Não que agora eu vá me acariciar em público, mas não receio do que pensem dos meus desejos. Até tenho vontade de desafiar certos códigos, chocar um pouco. As pessoas são invioláveis, elas dizem o que querem, da forma que lhes for conveniente. Alguns sorriem quando querem morder e dão o bote quando estamos mais receptivos. Defendem suas verdades dúbias, esculpidas. Apontam o dedo para o que não rege dentro dessa mecânica das normas. Contudo, quando dão as costas extravasam suas doenças mentais, seus excessos, suas taras... Estupram, acediam, torturam, se drogam, matam... A verdade moral de uma sociedade imoral.
Sair dessa teia não é fácil. Um estupro psicológico diário, o que vão dizer, o que vão pensar, minha imagem e não sei o que... Balela. Fazendo ou não seja o que for, a vida alheia sempre é a melhor pauta das discussões dos becos, e isso é fato.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Absolutamente...

...As bases que firmam atitudes, pensamentos, pretensões não são superficiais, não podem ser. O arrepio nada é do que o reflexo externado da nossa motivação. Como assim só pele? Jamais. A pele é um simples meio de transferência. Suas raízes, conatas, são profundas, nascem do centro da alma. Tenho disso. Olho e vejo nas entre linhas o que quero. Posso afirmar aqui que a objetividade me prende, me fascina. Só que bem mais, o mistério me atrai... Feito teia. Então, não poderei nunca qualificar ou definir minhas razões/emoções de nada por nada, as harmonias às vezes são outras e destorcem o sentido original. Não determino as coisas, prejulgamento é fato de quem não sabe existir, não reconhece sua condição de humanidade bruta. Sou compassiva demais, nas sensações, no drama, nas aflições e fantasias, um pacote de sentimentos... Sei disso. Contudo sei ponderar também. Estou disposta a aprender olhar as coisas de um ângulo menos envolvente, racionalizar um pouco, calcular mais e deter certos impulsos predestinados ao fracasso. Odeio arrependimentos. Nada pra mim supera esse gigante da dor. Se arrepender é ficar no passado, fustigando atos impensados, horas sem chances de correções. Um grande medo que tenho? Me repetir... Não quero sempre me desculpar por analogia, passos guiados a escura levados por razões alienadas. Importante se (re)conhecer, saber lidar com as emoções e as vontades súbitas. Os sentimentos em si são puros, bucólicos, até mesmo quando nascem de uma dor... Sempre honestos ao que acreditam. Cabe a quem os usa compreender sua estrutura e perceber seus resultados, e mais, não os condenar ao círculo. Desgasta, tanto ao sentimento flagelado, quanto a quem oferece e bem mais a quem se confere a competência. Tão óbvios que são, eles não precisam de exposição. Não quero ser presumida e classificada, uma imagem destruída por um descontrole emocional é praticamente um rótulo, um estigma difícil de apagar. Com todas as minhas forças, resguardo minhas fraquezas, não quero que reflitam nas pessoas a quem me dedico. Estou disposta a conhecer e abraçar o inusitado, deixar que a vida passe por mim sem escorregar por entre os dedos. Preciso tateá-la mais, por mais tempo, com mais desejo e concisão. Preciso saber deixar as pessoas irem, como é pra ser, como livres que são. E voltarem se assim quiserem, por suas próprias escolhas. Relaxar e não levar tudo tão a sério. Sempre ouvi dizer que a vida é curta... Tenho que concordar, curta e rápida. Brusca. Não da pra exigir nada do subjetivo e a vida é isso, impessoal, independente... Eu só posso duas coisas: esperar ela passar, ou montar no rabo do seu cometa.

“Não se maltrate por desconfiar,
A vida termina, sem hora do recomeçar.
Não esquente sua cabeça,
Se é pra ficar noiando, esqueça.”

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sentindo...


...Na pele
Teu toque literal.
Medido, forçado,
Calmo e atrevido.
Baile dessa vontade súbita.

No meu corpo,
Angustia e espera,
Satisfação e expectativa,
Dor e entrega...

Ensaia nesse palco
Meu espetáculo sonhado,
Em pensamento acordado
Vivido intenso em alento,
Alimentado das respirações
E gemidos alienados.
Estrelado por você
Nesse tablado que sou eu.

Suspiro das aspirações,
Tu, nome que grito em lubricidade
Na lasciva necessidade do toque.
Mãos que na ilusão se faz corpo,
Fantasia teu desejo misturado
Em minha luxúria...

Essa pele é o arrepio do teu sopro,
Sombra do teu cuidado.
Esse corpo seu instrumento de encanto,
Busca e felicidade.

Arrancar meus delírios é sua missão,
Inspirar seus carinhos é a minha recompensa.


Agradecendo...

A querida Melanie do blog Sempre que Penso me dedicou um selo que ganhou, e é com carinho que repasso a algumas queridas que me dão um tremendo prazer em acompanhá-las, em especial:

Aninha, Racunhos da Alma
Anjo Vermelho, Diário de Anjo
Carol, E agora, José?
Kari, Botando pra Fora
Renata, MyPlace
Sandra, Sun(shine)
Não sei se esse meme, também do blog da Mel, refere-se ao selo, mas achei ele ótimo e vou usurpá-lo rsrsrs...

Mania_ Algumas comuns, ouvir música, dançar e uma horrível: falar sozinha. Tenho DR's comigo mesma em qualquer momento do dia.

Pecado Capital_ Praticando a gula, pensando luxuria...

Melhor Cheiro Do Mundo_ Chuva e grama.

Se Dinheiro Não Fosse Problema Eu_ Ia embora pra Pasargada, ser amiga do rei!!

Casos de Infância_ Andar a cavalo, correr do bode brabo, subir em árvore.

Como Dona de Casa_ Sei cozinhar...

O que não gosta de fazer em casa_ Lavar louças e panelas, o resto da pra desenrolar.

Desabilidades Como Dona de Casa_ Lavar panela. Não sei quando é pior, se antes ou depois de lavadas. Um nojo.. Blééé.

Frase_ Se é pra ficar noiando... Esqueça.

Passeio Pra Alma_
Deitada na estampa colorida da toalha, imaginando a vida toda submarina.

Passeio Pro Corpo_
Afagos no cabelo, beijos no olho ou no canto do nariz, carinhos nas costas e longos abraços...

O que Me Irrita_ Tanta coisa... A miséria, a fome, falta de educação, conceitos e convenções, o que pode e não pode, ser assaltada (passo horas pra me recompor do susto). Condições subumanas entre outras tantas...

Frase ou Palavra que Falo Muito_ "A vida não é fácil, se fosse fácil era bom", "Então" (quer dizer ok, certo, entendo), "Por hoje é só", "Que infamidade" e "Enfim...". Acho que é isso.

Palavrão Mais Usado_ "Puta que pariu", disparado. Mas as vezes alguns outros mais expressivos que nem vou dizer aqui rsrsrs....

Desce Do Salto E Sobe no Morro Quando_
Quando duvidam da minha palavra e me tratam com ironia ... Queira nem saber como fico.

Perfume que usa no momento_ Um hidratante muito cheiroso pela manhã "inamorata" e pra sair uma gota do final de um que ganhei de natal (Poison). Quando acabar vai ser cheiro de sabonete mesmo rsrsrs...

Elogio Favorito_ Minha linda. (clichê) kkkk.... É que eu adoro quando usam esse pronome comigo, MINHA... Fico boba.

Talento Oculto_ Uma brilhante artista plástica.rsrsrs... Mas ta bem oculto mesmo.

Não Importa o que Seja Moda, Não Uso nem No Meu Enterro_ Calcinha fio dental, salto plataforma, e concordando com a Mel, nada de bucho de fora... rsrs.

Eu Sou Extremamente_
Expressiva.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Quando ela dormiu...

Foi dormir com um gosto ruim na boca, era diferente, ácido, corrosível... De arrependimento. Sente angustia por não deter seus pensamentos e deixar que eles elevem sua fraqueza. Absorveu, concentrou e nada. Eles continuaram a criar suposições e teorias com as quais não concorda, não concorda... Respirou fundo três vezes, tentando acalmar seu espírito. Porque estava assim? Estranha. Há muito tinha resolvido que não ligaria mais para certas miudezas, dessas que aparecem do nada, vindas não sei da onde, trazidas não sei por quem.
Cansou de se condoer das aflições alheias e cansou de sentir dores sem nome. As pessoas são complicadas, dificultam o percurso natural dos acontecimentos, depois choram e lamentam seus atos maquinais de puro impulso. Ainda assim, quando vê, compadece dessas dores outra vez, e trai suas certezas. Não quer ser assim, temperamental e inconstante, quer ligar o "foda-se" para as bobagens do futuro ou do passado, quer o agora, do jeito que for. Sentir, a música e a dança da vida, seu movimento incessante... Viver apenas. Isso que deseja.
Dormiu... Custou, mas acabou deixando o cheiro da noite embalar seu sono. Teve sonhos intensos, de desejo: Beijava uma linda boca, e olhava lindos olhos venezianos. As linguas passeavam com o olhar fixo na alma, sem piscar. Sentiu o abraço e as mãos daquele adorável estranho a lhe acariciar os cabelos, apertar seus seios e a invadir com os dedos. Acordou excitada, guardando aqueles últimos segundos de sensação. Tomou banho, escovou os dentes e saiu... Sorrindo. Como se sabendo agora onde é o céu e onde é o chão. Na boca um gosto novo, mais doce, de intensidades, momentos de felicidade, pensamentos de amor e desejos de paixão.