quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Um vento frio passou
Abrindo a pele em rachaduras,
Superfície dos desejos escondidos.
Afinidades brotaram pelas
Frestas corrompidas do tecido.
Composição de mistério e curiosidade
Que na mistura colorida
Esquentou os sentimentos de afeição.
Carinho mútuo em instantes
De palavras soltas,
Versos de sintonia.
Saudade nascendo de canções
Canções projetando ilusões
De corpos a meia luz de um sol poente...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

AVISO...

Meus queridos amigos, desta vez venho apenas expor minha insatisfação ao ver um texto, de minha autoria, brutalmente copiado e colado em outro blog. Normalmente ouço muito falar nesses percalços que alguns dos blogueiros que acompanho, com imenso prazer, passam. Mas agora experimento, pessoalmente, o sabor de um plágio e posso afirmar com veemência, não há nada mais desagradável.
Trata-se do texto sob o título “Entre amendoins” que postei no dia 20 de julho de 2009. No blog do plagiador (que no caso é uma mulher) o texto recebeu outro título mas o conteúdo é o mesmo, integro, sem nenhuma modificação. Para conferir e comparar, o meu post encontra-se ainda nesta página mais abaixo, e aqui está o link do plagiador com a copia: http://prihsouzza.blogspot.com/2009/08/cerveja.html.

Um beijo a todos!

obs. continua valendo o texto abaixo "Espera", postado hoje.

Espera.

Sara não sabe gostar. Pensa que sabe, mas não sabe não. Ela só quer o que não é pra ser, só sonha com o que não vai ter. Seus desejos são fortes, mas Sara é fraca demais. Ela vive de sonhos e vontades que vão se acumulando ao decorrer da sua vida, um ciclo incessante. Uns se apagam assim que novos aparecem. Porém, Sara nunca se movimenta para que se realizem. Um enorme buraco se formou no lugar dos projetos. Um buraco que aumentou, aumentou, aumentou e está quase engolindo ela. Sara espera muito. Ela espera tudo que se possa imaginar. Sara quer um milagre. Mas eu já disse a ela que milagres não existem.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ela.

Rita é introspectiva. Difícil de decifrar. Parece óbvia até uma atitude sua passar a ser questionada. Não esperam nada dela. Nada do que pensa, nada do que sente. Rita não vive falando, não vive mostrando-se. Só o que ela quer. Só o seu sorriso, só a sua loucura. Somente. Não acham que ela seja romântica, a consideram superficial. Rita se apaixona, é incrível como se apaixona. Algumas longas, outras passageiras. Porém, igualmente intensas. Entrega-se demais. Gosta de sentir. Pensa em condutas, em critérios e em conceitos, não gosta dos conceitos, mas vive com eles ao alcance das mãos... E os utiliza... Fazer o que? Ainda não foi amada, às vezes acha que isso pode acontecer, às vezes não. O problema: Rita idealiza o que quer e ela quer porque quer, não adianta ser tão legal, ser tão gentil. Nem ser tão bonito ou tão presente, só precisa ser o que ela procura e o que ela procura é como um sinal de pele. Não se repete, não é tão pragmático assim, não é um estereotipo, é um sinal. E Rita sempre sabe quando é. Uma pena que esses imbecis não percebam que são especiais aos olhos de Rita. Talvez nunca mais detenham um título tão importante, e ainda assim, não percebem. E ela se vai, novamente, com o corpo cheio de momentos não vividos, de alegrias não compartilhadas, de tanto carinho, dos mais generosos que ela sabe dar. Transbordando sua inquestionável presença, sua participação, consolo. Cheia, lotada. Tudo que Rita tem, mas que não lhe pertence. De alguém que ainda não veio buscar seu prêmio acumulado.Falam de Rita por ai. Falam tantas bobagens, tantas que ela nem se esforça mais. Houve um tempo em que isso incomodava, e ela tentava explicar, conversar. Não adiantou. Cada um acredita no que quer e pronto. Perdeu suas forças para essas pessoas conformadas. Pensa em ser realizada, pensa em ser bem sucedida, pensa em mar, em chuva, em montanha, em frio, em vinho, em dança, em samba, em bamba, em mestre, em vento, em sol... A dois.Nada ocupa mais seus pensamentos do que tudo a dois. Precisa. Quer morrer de amores nos braços de um grande amor. Quer ser só dessa pessoa, exclusiva e insubstituível.Rita quer ser feliz, do jeito que ela acha ser feliz.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Alcance.

Te vejo.
Coração cadenciado
No ritmo dos teus pés descalços.
Esquenta meu sangue e
Faz ferver na face o rubor
De uma timidez finginda,
Escondendo o latejar
De um coração que pulsa
entre grandes lábios.
Vens rindo... Lindo.
Caminha lentamente
Contrariando a pressa
Dos meus sentidos,
Meus anseios.
Teu olhar me invade,
Estou nua,
Transparente...
Cada vez mais perto
Te sinto.
Aproximação...
Apreciação...
Reconhecimento.
Toca os dedos delicadamente
Minha pele, meu rosto.
Descobre os traços,
A maciez da minha boca,
Contornos.
Pega com força e
Enlaça em teus braços
O corpo que deseja
Esvaecer na felicidade da
Tua respiração.
Viva música ao meu ouvido.
Ouço: “Toda minha”.
A primeira vez que entras em mim.
Minha pele arrepiada te excita,
Desmonto ao notar tua devassidão.
Um beijo...
Tua língua...
Passeio...
Sabores...
Meu corpo está tomado de você.
Agora ele é teu.
Sabes disso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Estranho.

Abraço tua mente.
Tudo faz sentido
Quando partilho tuas idéias.
Uma fábrica de sensações.
Provocante...
Me incita a querer-te,
Pertubadoramente.
Teus pensamentos me induzem
E me prendem.
Presa dentro de mim
Em lembranças não vividas por nós dois.
Te sinto como recordação
De minutos atrás,
Em traços incógnitos
Que formei para explicar tua figura.
Te vejo,
Mas não sei quem és.
Reconheço meu corpo
Ao toque dos dedos,
Que passam a ser os teus
Na visão que se forma
Coerente em minha mente.
És tu que me aperta os seios,
Brinca com meus mamilos,
Abraça minhas coxas,
Mergulha entre minhas pernas
E me invade o prazer.
Gozo por ti.
Sentimentos se misturam,
Estou louca?
Que fazes aqui?
Adorável estranho.