terça-feira, 8 de setembro de 2009

Desejam-se com os versos que plantaram no quintal,
Desses grandes campos caramelos, perigosos.
Ao léu, só a ilusão, suspensa por uma lei anti-gravitacional,
Que os impedem de continuar com os pés no chão.
Voam sem medo de achar o fim,
Sem medo de tombar com alguma parede de tijolos
Cor de desengano, bloqueando o infinito azulzinho
Dos sonhos misturados.
Ele sabe do mar, ela sabe do horizonte e sua linha.
A lã mais forte que existiu,
Da única ovelha dourada que ela ordenhou,
Apenas para tecer todo o horizonte
E segurar o mar que ele tanto sabe.
Nesse rodopio sem sentido, acabou sendo assim.
Sem ninguém mais saber, além deles dois
Dessa nuvem que guarda o segredo,
Da pele macia de algodão e de todo mel
Produzido pela flor, com o vento cantando
Os versos colhidos em campos de quimera.
Essa grata exposição,
Nesse mundo imperfeito e sem razão.

Para iluminar esse modesto post, um poema sucinto, porém lindo e verdadeiro de um grande poeta, e amigo querido:

"Eterna Crônica do Amor Bandido"

Na inconseqüência
De nos dizermos
Objetivos e racionais,
Sigamos atônitos
E perdidos
Na eterna crônica
Do amor bandido
Entregues às sensações
Mais banais...

(Dilberto L. Rosa)

16 comentários:

Alisson da Hora disse...

Boa noite, poetisa!Estou abobado com tuas imagens poderosas, teus versos afiados...

lindos...

beijo grande e orgulhoso por ter te "conhecido".

=**

. fina flor . disse...

uau, amei seu post, muito lindo e o poema do Dilberto, nooooossa.... pode me mandar por e-mail?

monicamontone@yahoo.com.br

beijos, flor e boa semana

MM.

Dilberto L. Rosa disse...

Olha só... Um minuto de silêncio para me recuperar aqui...

A sensação suspensa de dois corpos vagando na ilusão e rumo ao infinito do sem-razão, juntamente às emoções de cores, foi um belíssimo espetáculo de precisão poética nada modesto! Sem contar as imagens poderosas que conseguiste captar em pleno vôo de entrega inspiracional, adorei... Garanto que o tal sábio do mar se encontra deveras feliz e orgulhoso de tamanha homenagem... Quanto a mim, mais-que-feliz pelo carinho de ter meu poema reproduzido aqui, no que agradeço humildemente (também à cara Mônica, sempre tão talentosa e gentil!)!

Beijos sabor de mel por sobre a lã mais macia do horizonte...

Renata Braga disse...

Eu... sem palavras... és especial...
E tuas palavras por si só ja mostram isso... é um poder tão grande, que eu, pequeninha... nem sei muitas vezes como comentar amore.

Faço minhas palavras do Alisson, orgulhosa de ser tua amiga!

Bejooooo

Anjo vermelho (a origem) disse...

noosa que inspiração...
fikei eu inspirada a escrever... hehe

beijos enormes!

Aninha disse...

Que maravilha!!!
Tava com saudades de vc lá e de vc aki!!!!

Muito lindo este post

Bjao flor!
E n some mais, heim??? rs

Sun disse...

Eu acho que o Dilberto disse tudo o que eu tava para escrever.
Resta-me dizer-te que eu acho tudo aquilo que ele achou, só que em dobro xP

beijo querida*

Kari disse...

Os dois poemas estão belíssimos!!!
O primeiro tem um toque pra lá de especial...

Beijão em tu

disse...

Muito bonitos os dois poemas... mas o teu, mocinha... que imagens grandiosas. de tirar o fôlego.

Marcos Campos disse...

Oi Érica!!
Gostei do seu!! Poema!
beijos!

Thiago disse...

bonito de ler.

Thiago

Rafael disse...

Gostei das tuas imagens, Érica! Também achei interessante o uso de tamanhos diferentes das letras!
Bjs

Rodrigo disse...

Muito bonitos, os dois.

Leh disse...

Uiaaaaa! Lindo!

Bruno Bonini disse...

Muito bons, tanto texto quanto poema. Parabéns para ambos!

Primeira visita, mas com certeza não será a última.

B.B

Melanie B. disse...

"Ao léu, suspensa ele sabe do mar,nesse rodopio sem sentido,sem ninguém mais saber, além deles dois
Dessa nuvem,essa grata exposição,
Nesse mundo imperfeito e sem razão."
Gostei disso... E esse teu amigo arraza héim?!Ele sabe nos definir,sem nos conhecer...

Grande bjOO'