quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Siga a decifrar meus sonhos...
Que sigo a te devorar.


O que esperar de mais um ano? Mais do mesmo, ou sonhar acordada com ainda mais Poesia...?

Algo do tipo "tolices, timidez, charminho": dizer que não quer, desejando ardentemente o que se diz... É quando o não é sim, talvez pura certeza: imaginar essa vivência latente em mim por novos dias! Quando o abraço quer ser beijo e as mãos espalmadas querem ser mais que mãos, querem ser corpo inteiro, pele e totalidade, num toque espalhado, onde tudo se sente, até o dilatar dos poros liberando o bafo do suor escorrido da pele!

Loucura é sonhar, desejar acordar ao lado dele, envolta, e achar que aquele cabelo assanhado é o mais bonito penteado que jamais viu e o hálito do primeiro beijo do dia, ainda se espreguiçando na cama, o melhor gosto que já sentiu...

O pensamento é mesmo deplenitude, de correr junto, tomar banho se enroscando, assistir filme francês de qualidade mais ou menos, comendo alguma coisa, qualquer, mas que dado na boca tem outro sabor - alternando, é claro, com beijos da mais alta qualidade! E, de repente... Ops: o DVD continua rodando velozmente e o filme segue passando, a mocinha tem que parar de sofrer para assistir a cena inusitada: sem palavras... Amor feito, formado, amado, gozado! Como é pra ser, como simples que é...

Feliz 2010 para mim: felizes sonhos decifrados por aqueles que também sonham em amar, para todos nós...

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Era uma vez... Em uma França ocupada por nazistas...


Assisti o filme que, para mim, (opinião pessoal) é um dos mais fodas de todos os tempos (foda porque bom, ou muito bom, ainda é pouco): Inglourious Basterds do diretor Quentin Tarantino. Para os amantes da sétima arte, e os apaixonados pela obra desse diretor (que poderia atender pelo nome “personalidade”, ou “originalidade”) é bem sabido que toda nova produção dirigida por ele cria grandes expectativas, e depois do brilhante Cães de Aluguel (opinião pessoal) que me arrancou risos (gargalhadas), em meio a cenas de violência e rios de sangue num tom surreal, confesso que não esperaria menos; o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Já era fã de Tarantino, e agora, eu sou até suspeita. Adorei tudo: cada fala dos personagens, a postura de Brad Pitt (alma do filme), cada ângulo, o tom tragicômico, cada movimento da câmera, tudo é perfeito.

Bastardos Inglórios conta a história dos primeiros anos da ocupação alemã na França através de dois personagens principais: primeiro o tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que organiza um grupo de soldados judeus americanos para se vingar dos alemães pondo em prática um plano de terror, sempre deixando sua marca. No inimigo morto a marca é tirar o escalpo dos soldados, igual os apaches dos filmes de faroeste; no inimigo vivo é registrar a suástica, principal símbolo nazista, na testa com a ponta de uma faca, deixando uma cicatriz eterna. Passam então a serem conhecidos como “Os Bastardos”.

A segunda história é a da jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent). Judia, consegue escapar do massacre que mata toda sua família para depois de quatro anos, ficar cara a cara com o seu algoz, o coronel Hans Landa (Cristoph Waltz). Atendendo sob o falso nome de Emmanuelle Mimieux, ela dirige uma sala de cinema. É uma mulher linda e cheia de personalidade. Amargurada por um passado, se torna dura e vingativa, como todas as outras heroínas de Tarantino. O cinema que herdou dos seus tios, passa a ser o local ideal para por o seu plano de vingança em prática.

As personagens se cruzam, mas não se misturam. O melhor é que Tarantino faz uma total ruptura da história que conhecemos sobre o holocausto, é uma ousadia fabulosa. Ele coloca elementos e faz um percurso que ninguém espera, porém satisfaz e você sai do cinema com a sensação de final, de ponto. E com a certeza de que se fosse você dirigindo, não faria melhor. E é isso que eu mais gosto nos filmes, sair completa, sem deixar nenhum pedaço. Não gosto, em nada, de filmes sem final.

Enfim, é isso. Estaria eu aqui, metida à crítica de cinema? (rsrsrs) Não. Apenas um desabafo de quem está achando que testemunhou uma obra prima, e sabemos bem que obras primas em tempos atuais é quase um milagre. Então, resolvi dividir esse momento e espero que todos tenham a chance de assistir. Para quem não conhece o diretor Quentin Tarantino, eu digo com propriedade: é um gênio. E digo mais... Assistam.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Eu sei...


Troquei a vontade de ter por sentir.
Certas coisas deixaram de passar despercebidas por mim, algumas reticências que nunca vi, existem agora e deixam tudo com sensação de infinito...

Que o tempo passa, eu já sei, contudo que ele consiga apagar desejos intensos, e sentimentos verdadeiros eu duvido. Passe o quanto quiser, a força da vontade é imã, ela atrai os corpos, que um dia, inevitavelmente, colidem, explodem, e se eternizam.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009


Trocar as peças desse armário fosco, dessa casa escura, dessa vida turva de olhos meados em lágrimas salgadas demais, por um pouco mais de açúcar. Pra não amargar o afago de alguma boca sincera.

Sair correndo atrás de qualquer folha solta, e arriscar chegar perto de um abismo insólito, só pra sentir o frio na barriga; nunca muito perto, só o suficientemente seguro.

Abismos são traiçoeiros, eles encantam com o seu canto eco, na voz oca dá dúvida, de um possível dar certo...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lembrança...


Não dormiu direito sentindo sua falta... Sonhou com ela.
Nos poucos momentos de sono que teve, pensou senti-la em seus braços, até perceber segurar o travesseiro que, sem dúvida, beijou impetuosamente. A boca doía. Uma sede daqueles beijos de horas, de mão na nuca e arrepio. Ela tinha um jeito diferente de se arrepiar, não era igual as outras que já viu. Especial nos gestos que fazia, ao fechar os olhos e entreabrir a boca, em por as mãos no ombro dele, deixando os seios desprotegidos. Admirava aquela cena, o foco dos seus desejos, aqueles seios em suas mãos... Que saudade. Um estrago que fazia nos seus sentidos, era só pensar e pronto, suficiente pra uma noite de sono agitada, acalentada por suas vontades e cobiças. Queria estar com ela, só isso.