quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Era uma vez... Em uma França ocupada por nazistas...


Assisti o filme que, para mim, (opinião pessoal) é um dos mais fodas de todos os tempos (foda porque bom, ou muito bom, ainda é pouco): Inglourious Basterds do diretor Quentin Tarantino. Para os amantes da sétima arte, e os apaixonados pela obra desse diretor (que poderia atender pelo nome “personalidade”, ou “originalidade”) é bem sabido que toda nova produção dirigida por ele cria grandes expectativas, e depois do brilhante Cães de Aluguel (opinião pessoal) que me arrancou risos (gargalhadas), em meio a cenas de violência e rios de sangue num tom surreal, confesso que não esperaria menos; o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Já era fã de Tarantino, e agora, eu sou até suspeita. Adorei tudo: cada fala dos personagens, a postura de Brad Pitt (alma do filme), cada ângulo, o tom tragicômico, cada movimento da câmera, tudo é perfeito.

Bastardos Inglórios conta a história dos primeiros anos da ocupação alemã na França através de dois personagens principais: primeiro o tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que organiza um grupo de soldados judeus americanos para se vingar dos alemães pondo em prática um plano de terror, sempre deixando sua marca. No inimigo morto a marca é tirar o escalpo dos soldados, igual os apaches dos filmes de faroeste; no inimigo vivo é registrar a suástica, principal símbolo nazista, na testa com a ponta de uma faca, deixando uma cicatriz eterna. Passam então a serem conhecidos como “Os Bastardos”.

A segunda história é a da jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent). Judia, consegue escapar do massacre que mata toda sua família para depois de quatro anos, ficar cara a cara com o seu algoz, o coronel Hans Landa (Cristoph Waltz). Atendendo sob o falso nome de Emmanuelle Mimieux, ela dirige uma sala de cinema. É uma mulher linda e cheia de personalidade. Amargurada por um passado, se torna dura e vingativa, como todas as outras heroínas de Tarantino. O cinema que herdou dos seus tios, passa a ser o local ideal para por o seu plano de vingança em prática.

As personagens se cruzam, mas não se misturam. O melhor é que Tarantino faz uma total ruptura da história que conhecemos sobre o holocausto, é uma ousadia fabulosa. Ele coloca elementos e faz um percurso que ninguém espera, porém satisfaz e você sai do cinema com a sensação de final, de ponto. E com a certeza de que se fosse você dirigindo, não faria melhor. E é isso que eu mais gosto nos filmes, sair completa, sem deixar nenhum pedaço. Não gosto, em nada, de filmes sem final.

Enfim, é isso. Estaria eu aqui, metida à crítica de cinema? (rsrsrs) Não. Apenas um desabafo de quem está achando que testemunhou uma obra prima, e sabemos bem que obras primas em tempos atuais é quase um milagre. Então, resolvi dividir esse momento e espero que todos tenham a chance de assistir. Para quem não conhece o diretor Quentin Tarantino, eu digo com propriedade: é um gênio. E digo mais... Assistam.

14 comentários:

Alisson da Hora disse...

Então...a obra-prima do Tarantino!

Melanie B. disse...

Depois de tantos elogios... com certeza!!!!

:D

Leo Mandoki, Jr. disse...

tbm adorei esse filme (apesar de que para mim nda do Tarantino irá substituir o Pulp Fiction, que é o filme de estreia dele).
o q é interessante nesse filme é q há varias cenas demoradas, mas q criam uma ambiencia de suspensa. Tipo a cena na casa onde os judeus estavam escondidos na cave. Ou a cena no bar que acaba em tirteio). Foi triste ver a dona do cinema (a judia) morrer. Linda ela né! Gostei realmente mto desse filme.
beijocas

Daniel disse...

Érica, eu já ouvi falar sobre esse filme e me esqueci de ver no cinema, estou ansioso pra saber quando vai sair nas locadoras.

Bela indicação.
Beijo

Katy disse...

Hmmm...vou assistir, com certeza!
Você fez uma excelente síntese-crítica do filme, muito bom!
Beijos.

Prussiano disse...

Pois bem.... sobre o filme, também, como você , postei minha opinião pessoal!! É so copiar o link abaixo e colar na barra da janela do seu navegador!

http://lastprussian.blogspot.com/2009/11/ai-esta-mais-um-sucesso-de-bilheteria.html

Grande abraço !

Ela disse...

O filme é muito bom mesmo, aliás, sou suspeita, fã incondicional do trabalho do tarantino haha

adorei aqui ^^

*Natália* disse...

Então vou ver !
Deve ser muito bom !!

beiijos

Fábio disse...

O filme é exelente ,esmo, mas não sei se é o melhor do Tarantino.

Discordo em uma coisa: A alma do filme é o Coronel Landa (Christoph Waltz), melhor personagem e melhor atuação do filme, sensacional.

Abraços

carlus disse...

valeu pela dica!

vou ver mesmo;

Dilberto L. Rosa disse...

O filme de estreia do Tarantino, ao contrário do que seu amigo e do que a maioria pensa, é Cães de Aluguel, e não Pulp Fiction; porém, sem dúvida, Pulp Fiction é e sempre será seu maior filme, inalcançável realmente!

Ainda não vi "Bastardos Inglórios", mas sinto em relação e ele mais ou menos o mesmo que você, com algumas discordâncias: não diria que Tarantino é "original", uma vez que ele é um grande sintetizador 'pop', um condensador de influências mil (essas, sim, originais) - mas o maior condensador, aí, sim, o mais original! a outra discordância é sobre esse "pra mim", "opinião pessoal", "não quero ser crítica"... A partir do momento que você analisa um filme de forma exteriorizada, você já está fazendo uma crítica: pode até não ser "jornalisticamente" falando, pode conter mais subjetividade que alguém do meio, mas mesmo os tais "críticos" também carregam subjetivismos e maneirismos que muitas vezes retiram de seus textos a objetividade e atrapalham a boa crítica artística!

Você é e sempre será muito boa no que faz: você escolheu a profissão certa! Tem talento de sobra pra escrever e muita sensibilidade... Quem sabe você não acaba perdendo o medo e se tornando uma crítica de arte? De Música, talvez, teu carro-chefe?! De qualquer forma, onde quer que seja, estarei na primeira fila te aplaudindo... Sempre!

Um beijo bem grande, menina cheia de música... e de cinema!

disse...

Eu saí extasiada do cinema. Quem nunca quis ver o Hitler tendo a cara metralhada??? Apesar de ser não mto fã do Tarantino, tenho que dizer que esse é um filme imperdível, sem dúvida. Um espetáculo que todos devem ver. E o Brad Pitt com aquela pinta de Don Corleone tá o máximo. Que atuação!

Pâmela Marques disse...

Confesso que fiquei bem curiosa depois da tua 'sinopse', rs. E vou tentar assistir. Tarantino sempre arrebenta.

Marcos Campos disse...

Oi Erica!!
Vi o filme e curti também!!
Feliz Natal pra vc!!
Bjão!