
Assisti o filme que, para mim, (opinião pessoal) é um dos mais fodas de todos os tempos (foda porque bom, ou muito bom, ainda é pouco): Inglourious Basterds do diretor Quentin Tarantino. Para os amantes da sétima arte, e os apaixonados pela obra desse diretor (que poderia atender pelo nome “personalidade”, ou “originalidade”) é bem sabido que toda nova produção dirigida por ele cria grandes expectativas, e depois do brilhante Cães de Aluguel (opinião pessoal) que me arrancou risos (gargalhadas), em meio a cenas de violência e rios de sangue num tom surreal, confesso que não esperaria menos; o que aumentou ainda mais minha ansiedade. Já era fã de Tarantino, e agora, eu sou até suspeita. Adorei tudo: cada fala dos personagens, a postura de Brad Pitt (alma do filme), cada ângulo, o tom tragicômico, cada movimento da câmera, tudo é perfeito.

Bastardos Inglórios conta a história dos primeiros anos da ocupação alemã na França através de dois personagens principais: primeiro o tenente Aldo Raine (Brad Pitt), que organiza um grupo de soldados judeus americanos para se vingar dos alemães pondo em prática um plano de terror, sempre deixando sua marca. No inimigo morto a marca é tirar o escalpo dos soldados, igual os apaches dos filmes de faroeste; no inimigo vivo é registrar a suástica, principal símbolo nazista, na testa com a ponta de uma faca, deixando uma cicatriz eterna. Passam então a serem conhecidos como “Os Bastardos”.

A segunda história é a da jovem Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent). Judia, consegue escapar do massacre que mata toda sua família para depois de quatro anos, ficar cara a cara com o seu algoz, o coronel Hans Landa (Cristoph Waltz). Atendendo sob o falso nome de Emmanuelle Mimieux, ela dirige uma sala de cinema. É uma mulher linda e cheia de personalidade. Amargurada por um passado, se torna dura e vingativa, como todas as outras heroínas de Tarantino. O cinema que herdou dos seus tios, passa a ser o local ideal para por o seu plano de vingança em prática.

As personagens se cruzam, mas não se misturam. O melhor é que Tarantino faz uma total ruptura da história que conhecemos sobre o holocausto, é uma ousadia fabulosa. Ele coloca elementos e faz um percurso que ninguém espera, porém satisfaz e você sai do cinema com a sensação de final, de ponto. E com a certeza de que se fosse você dirigindo, não faria melhor. E é isso que eu mais gosto nos filmes, sair completa, sem deixar nenhum pedaço. Não gosto, em nada, de filmes sem final.
Enfim, é isso. Estaria eu aqui, metida à crítica de cinema? (rsrsrs) Não. Apenas um desabafo de quem está achando que testemunhou uma obra prima, e sabemos bem que obras primas em tempos atuais é quase um milagre. Então, resolvi dividir esse momento e espero que todos tenham a chance de assistir. Para quem não conhece o diretor Quentin Tarantino, eu digo com propriedade: é um gênio. E digo mais... Assistam.