Volte, logo, Dilberto...

À beira
Concluí-me, nesta noite
À beira de meu início
O sol, o dia,
A porta que se abre
Ao me saber recomeçar
À beira do precipício...
Finalizo, solenemente, meus remorsos
À beira de meus próprios artifícios
Tenho as mãos abertas
E a mente fechada
(Do coração, nem falo mais nada)
À beira do meu sacrifício...
O escuro do tempo da chuva à tarde
À beira do derradeiro solstício...
– À beira de onde começa o vento
Termina o vício de me fazer eterno:
Encerra-se mais um poema vazio
Bem onde a poesia tem seu início...
(Dilberto L. Rosa, 2006)
9 comentários:
"Tenho as mãos abertas e a mente fechada".
Dito por outras palavras:
" Tenho as mãos cheias de nada."
Linda escolha! E esta tua trilha sonora é super intrigante! Adorei!
beijos querida!
Olá, querida Érica.
Também faço parte desta campanha para que o nosso primo da Família Morcegos volte logo. mas imagino que com criança pequena seja mesmo um tanto complicado se manter na blogosfera.
Mas, meu Deus do céu! que luxo, que chique, que coisa maravilhosa, ouvir parte da trilha sonora de um dos filmes que mais amo nesta vida!
Você tem excelente gosto!
Bom final de semana. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
gosto de poemas simples, mas que tem o que dizer e são bem escritos, e esse tem.
muito bonito. simples, direto, bem finalizado.
parabéns ao Dilberto.
é amigo seu, querida?
beijocas
MM.
Não conhecia esse blog do Dilberto, bem legal parece...
Bjs
Os heróis também precisam de férias...
Beijinhos, moça!!
A beira
Nem a primeira
Nem a derradeira
Mas sempre seta certeira
Que tão mortal quanto ligeira
Trás a vertigem passageira
Quer queira ou não queira
Capaz de atiçar a fogueira
Que faz de tudo mais.. besteira
Cobrindo-se de poeira
Passa...
De sorrir e chorar...
Adorei!!!!!!!!!!
Que bonito! Adorei o texto e o prefácio. :)
passando para deixar beijocas, flor
MM.
>>> música fofésima
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