sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ele sabe...

Sei de você
Acabei sabendo muito mais
Do que deveria saber
Sou íntimo da tua canção
E falo, na hora que der,
Direto ao teu coração
Sem ninguém mais saber
Além de nós dois...

Acabou sendo assim:
Sabes de mim
E do quanto eu sei do mar
- Cale-te agora:
Dancemos lá fora
Com o resto cá dentro
Impaciente
A esperar...

Diabolices, menina,
Diabolices
De um mundo que se quer,
Mas sem exação...
E fica assim, à deriva,
Nesse rodopio sem sentido
Ao léu, sem chão,
Suspenso,
Num suspense sem fim...

Mas tua nudez não castigo:
Antes guardo na primeira nuvem
Comigo e com toda a ilusão
A que nós temos direito
Neste mundo imperfeito
E sem razão...

(ELE)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Ela não tinha vesícula

Se joga na vida, minha filha... Beber, fumar...E é isso.

Faz tempo que ela oscila, mas quando é namorada quer ser isso e pronto. Todo resto para segundo plano. E talvez o sentimento não seja tão grande assim que mereça tamanha inclinação, porém não tem como ser de outro jeito senão não é ela, ué!

Tem dias que sente uma vontade doida de dançar, mas como poderia se ela não sabe? Às vezes, meio sem jeito, ela rebola, vai dobrando o corpo pra frente e os joelhos fazem o serviço sujo dos quadris. Quando não, coloca as mãos na cintura e ai sim, ela roda num giro perfeito de 360 graus, sem sair do lugar.

Foi mãe ainda cedo, e depois filha para cuidar da mãe que estava de partida. Cuidou das feridas do coração que o tempo ingrato não levou, cobriu de flores os últimos dias. Flores e carnaval. Guardou todo conflito e trocou cumplicidade feito figurinha... Até o final. Quando ele chegou (o final) ela já sabia.

É mulher que bebe, que fuma, e que se agarra ao mar. É mulher que deita na areia com o corpo molhado e se mistura aos grãos. É mulher que sabe ser amiga, sabe abraçar, sabe dizer que ama... E não sabe mentir, porém sempre sorri se você olha pra ela, como se fosse um contato, uma forma de concordar com qualquer coisa ainda que não seja verdade, nem mentira, nem seja coisa propriamente. Não faz sentido, até você passar pela experiência... Eu não saberia descrever.

Vinícios a descreveria como aquela que tem a qualquer coisa que sofre, que chora, que sente saudade, sendo o adicional a beleza indiscutível que os olhos dela transborda. Ela sabe tanta coisa que eu ainda não sei, eu sei milhões das coisas que ela mais gosta. Sou feliz por tê-la perto o suficiente, e mais ainda em dividir alguns dias,algumas noites, algumas lágrimas e muitos (milhares) de sorrisos e depressões.