sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

VAGABUNDA!


Ela faz cinema Ela é demais: Quando ela jura Não sei por que Deus ela jura Que tem coração e quando o meu coração Se inflama


Ano começou mezzo a mezzo: festa boa entre amigos, boa música (Móveis Coloniais de Acaju era uma das ótimas atrações) e clima aconchegante... Mas um mala de um (ex)amigo resolve me atacar como se virada de ano fosse desculpa para investidas grosseiras! Sai pra lá, cachorro...

Início de ano e me empolgo para ter planos de estudos: concurso, pós, Inglês, estamos aí... Mas ainda nada de emprego ou grana e até uma noite insone acordada mais tarde na manhã seguinte começa a ser motivo de broncas maternas! Me tira daqui...

Amor distante, insistente em seguir vida perfeita enquanto ainda me lasco inteira por ele... Mas ele também se rasga para dizer um alô e voa comigo como nas histórias em quadrinhos, do mesmo jeitinho! Ai, ai, meu Clark, meu Kal-El... Psicótica, neurótica, toda errada... Só porque desejo que ele passe 24 horas do meu lado, como diria a canção...

E eu quase que ouço a voz dele ecoando e me chamando de vagabunda... Ora como Chico Buarque, naquelas canções despudoradamente poéticas sobre mulheres perdidas que amam entre cenários de galerias e cabarés... Ora como Chico Buarque, a brincar com os tipos que o Poeta imortalizou na malandragem e na boa vida sem trabalhar...

E eu saio e almoço tarde inteira, converso intermináveis conversas bêbadas com a mãe e faço amor com ele (em minha imaginação) até mais tarde e tenho muito sono de manhã... VAI TRABALHAR... Vagabunda!

E feliz 2011, com muito trabalho, amor e sedução (e dinheiro no bolso, que tô louca pra viajar pra lá!)... Nem que seja tudo pela metade: já valeu a pena...