quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desejam-se com os versos que plantaram no quintal,
Desses grandes campos caramelos, perigosos.
Ao léu, só a ilusão, suspensa por uma lei anti-gravitacional,
Que os impedem de continuar com os pés no chão.
Voam sem medo de achar o fim,
Sem medo de tombar com alguma parede de tijolos
Cor de desengano, bloqueando o infinito azulzinho
Dos sonhos misturados.
Ele sabe do mar, ela sabe do horizonte e sua linha.
A lã mais forte que existiu,
Da única ovelha dourada que ela ordenhou,
Apenas para tecer todo o horizonte
E segurar o mar que ele tanto sabe.
Nesse rodopio sem sentido, acabou sendo assim.
Sem ninguém mais saber, além deles dois
Dessa nuvem que guarda o segredo,
Da pele macia de algodão e de todo mel
Produzido pela flor, com o vento cantando
Os versos colhidos em campos de quimera.
Essa grata exposição,
Nesse mundo imperfeito e sem razão.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Caramelo


Esses dias assisti um filme Líbio chamado Caramelo (o título original é Sukkar Banat)que conta a história de cinco mulheres libanesas em Beirute vivendo um dilema existencial sobre o amor. Layal (Nadine Labaki) trabalha em um salão de beleza com outras três mulheres, cada uma delas tem seus problemas: Layal tem um caso com um homem casado; Nisrine (Yasmine Al Masri) anda insegura com a aproximação do seu casamento, o fato de não ser virgem e a questão da família do seu noivo ser muito religiosa e levar as tradições ao pé da letra; Rima (Joanna Moukarzel) é lésbica; e Jamal (Gisèle Aouad) está preocupada com sua idade. Ainda, próximo ao salão, ponto de partida de todas as histórias, mora uma senhora costureira Rose (Sihame Haddad), que dedica a vida para cuidar da irmã mais velha e doente, e que finalmente vê a possibilidade de amar novamente. Gostei bastante do filme e de como a diretora(Nadine Labaki) encaminha as histórias. O gênero é drama, mas com uma pitada de comédia muito inteligente e nada clichê. Você vai se envolvendo entre as tramas e se reconhecendo nas personagens. Muito interessante, desta vez eu indico.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Coração Selvagem.

Faço parte dos ditos apaixonados por cinema, apesar de não saber desenvolver uma crítica elaborada e cheias de "pra que isso", atrevo-me a dizer se os filmes que assisto são bons ou ruins, e defendo, de me esgoelar, quando acho maravilhoso. É o caso do filme Coração Selvagem do diretor David Lynch, estrelado por Nicolas Cage, Laura Dern, Willem Dafoe e J.E. Freeman. Se este não é o filme da minha vida, é um dos (porque eu também sou louca por Veludo Azul, do mesmo diretor, o seriado Twin Peaks, do mesmo diretor, por Taxi Driver de Martin Scorsese e a atuação de Robert De Niro como a gente nunca mais viu e tantos outros que se eu ficar aqui pontuando, perco o foco). Bem, ouve uma pequena mudança no blog, e se alguns conseguem se lembrar recebia o título de "Bebendo a Milenar Inquietação do Mundo" a imagem que abria a página era essa aqui. Não sem propósito. A idéia principal do blog era ser transgressor, delator, vulgar e subversivo, mas não foi bem isso que aconteceu. Andei me perdendo por entrelinhas durante este tempo devido vários acontecimentos pessoais, um deles (o maior responsável pelo desvio) foi uma paixão avassaladora que saio varrendo todas as minhas concepções e orgulhos, e me tornou uma serva cuidadosa e dedicada, e sem querer (querendo) meus pensamentos foram direcionados a ELE, aquele moço diferente que de pra lá de pra frente foi me passando pra trás. Então, agora resolvi mudar e fazer tudo que eu queria fazer, (sem deixá-lo nunca, é claro, porque eu viciei) e pra começar vou falar desta grande obra prima da sétima arte, não vou indicar, nem pedir que assistam porque a experiência é transcendental etc, etc e etc, vou dizer que a foto que abre o meu blog, é a última cena do filme, Ele cantando para Ela Love me Tender de Elvis Presley... A cena dos meus sonhos. Coisa linda. Nunca eu torci tanto por um casal de ficção como por eles, são apaixonados e é emocionante como é natural na atuação, parece mesmo que o amor está o ar. Se eu fosse indicar (o que não é o caso) indicaria só pelo final, apesar da construção de início ao fim ser irretocável, mesmo assim. Pronto, é isso. Sim, só para constar, agora eu atualizo semanalmente, sem falta, mesmo com comentários ou não. Outra coisa, infelizmente eu tenho mais tempo para escrever do que para ler, então, nem todos eu poderei contemplar sempre, mas assim que eu puder. Por hoje é só.