quarta-feira, 29 de junho de 2011

Desejam-se com os versos que plantaram no quintal,
Desses grandes campos caramelos, perigosos.
Ao léu, só a ilusão, suspensa por uma lei anti-gravitacional,
Que os impedem de continuar com os pés no chão.
Voam sem medo de achar o fim,
Sem medo de tombar com alguma parede de tijolos
Cor de desengano, bloqueando o infinito azulzinho
Dos sonhos misturados.
Ele sabe do mar, ela sabe do horizonte e sua linha.
A lã mais forte que existiu,
Da única ovelha dourada que ela ordenhou,
Apenas para tecer todo o horizonte
E segurar o mar que ele tanto sabe.
Nesse rodopio sem sentido, acabou sendo assim.
Sem ninguém mais saber, além deles dois
Dessa nuvem que guarda o segredo,
Da pele macia de algodão e de todo mel
Produzido pela flor, com o vento cantando
Os versos colhidos em campos de quimera.
Essa grata exposição,
Nesse mundo imperfeito e sem razão.

2 comentários:

Daniel disse...

Li as frases da sua postagem sem seguir a ordem. De forma aleatória. E achei muito bom.

Acho muito legal quando algo diz muito sobre a gente sem se parecer entender

Daniel

Eurico disse...

Todo o lirismo é permitido, é necessário, é imprescindível. Mormente quando se ama.
Parabéns, amiga.

Abraço fra/terno.